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Quintas da Cruz Chitangua: “Os partidos políticos tradicionais tendem acausar transtorno e perturbação social”

Neusa Felipe por Neusa Felipe
20 de Junho, 2025
Em Política

O povo angolano celebrou no mês de Novembro de 2024, 49 anos da sua Independência Nacional, de igual modo, prepara-se para comemorar neste ano, os 50 anos de Independência.

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Enquanto jovem, que análise faz destes 50 anos de Independência Nacional? É difícil dizer qual seria o balanço final sobre estes 50 anos de independência.

Contudo, primeiro, devemos agradecer a todos os nossos antepassados pelo sacrifício que fizeram para gerações vindouras. O país, em pleno 50 anos de independência e 23 anos de paz, tem vozes divididas.

Os antigos combatentes, em situação precária, sentem-se arrependidos pelas situações que o governo lhes impõe, desejando novamente o colonialismo.

Para novas gerações, que nasceram no período pós-independência, sentem-se frustradas por falta de oportunidades de enquadramento na sociedade, culpando o partido que governa desde a independência.

Há entre jovens, uns desejando guerra e outros revolução. A mim, digo que os 50 anos foram vividos de várias fases, sofrimentos, sacrifícios e destruições de patrimônios.

No entanto, há muito que se fazer, a luta entre dois partidos (UNITA e MPLA) tem sido um entrave para o desenvolvimento socioeconómico e político.

Nos próximos 50 anos, é necessário que os partidos se revejam desde os símbolos dos emblemas até as siglas. É necessário considerar o passado como lição para construir o presente.

A luta deve ser para o desenvolvimento socioeconómico e não pelos direitos históricos. Os militantes desses partidos políticos precisam entender que estamos na nova era, no novo tempo e nos novos 50 anos. A luta desses dois partidos políticos está tirando vidas ano após ano, tudo pela defesa dos direitos históricos.

Os ganhos da Independência Nacional até aqui alcançados têm sido preservados pelos angolanos?

Tem-se feito muito para se preservar os ganhos da independência, apesar de várias tentativas de frustrar esses ganhos. O governo tem posto todas as políticas necessárias para preservar a paz e a independência nacional. Claro, que não tem sido fácil.

Há 49 anos que o povo angolano é soberano e livre da opressão colonial portuguesa. Acha que a reconciliação nacional entre os próprios angolanos foi consolidada?

Sim. Mas não no seu todo, socialmente a reconciliação está consolidada, havendo entendimento entre tribos, porém, quando falo que não é no seu todo, refiro-me aos problemas políticos.

Os partidos políticos tradicionais tendem a causar transtorno e perturbação social. As exigências de reconhecimento sobre batalhas e heroísmo problematizam a paz e a reconciliação.

Se não houvesse reconciliação nacional, não seríamos permitidos a manter relações conjugais entre tribos diferentes. Tirando os partidos políticos MPLA, FNLA e UNITA da equação, o país terá sossego no ambiente político.

O que se vive atualmente em Angola são os mesmos motivos que levaram os impérios coloniais a reunir em Berlim (direitos). Os partidos políticos orgulhosamente lutam para manter os seus reconhecimentos e direitos históricos, sobre isso, não importa se o povo sofra.

Todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, são chamados a participar, neste ano, da grande celebração dos 50 anos de Independência Nacional. Entretanto, olhando para as dificuldades de vida que aumentam a cada dia, acha que o povo se revê nessas celebrações?

Ninguém é feliz na extrema pobreza. As classes médias e baixas angolanas não têm nenhum interesse em celebrar os 50 anos de independência. O povo está faminto, triste e fora de si.

Ouvir ou ver pelos órgãos de comunicação social que serão gastos milhões de kwanzas para celebrar os 50 anos de independência, onde esses milhões serão gastos em decorações e jardinagem de certos locais públicos do país, piora o estado de espírito da população.

Em minha opinião, sabendo que o país irá celebrar os 50 anos de independência, o governo nos anos anteriores procuraria implementar políticas públicas para reduzir o desemprego, baixar o câmbio, suprir as necessidades básicas sociais do país, assim chegaríamos aos 50 anos com grande regozijo e celebraríamos todos com único pensamento e estado de espírito. Seria bom ver todos os angolanos alegres pelos 50 anos! Infelizmente, não será possível. Talvez nas celebrações dos 100 anos de Independência.

Neusa Felipe

Neusa Felipe

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