OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 28 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Camarada Mara Quiosa: uma mulher de empatia política

Jornal Opais por Jornal Opais
14 de Fevereiro, 2025
Em Opinião

A empatia – um termo caro na política – é a capacidade de se colocar numa perspectiva subjetiva de outra pessoa para compreender os seus sentimentos e emoções. Isto é, a comunicação afectiva com o próximo. Estudos apontam que, a nível do mundo, a empatia tornou-se uma atitude pouco notável nas relações interpessoais. Em parte, a pandemia e a virtualização das relações humanas contribuíram para esse declínio.

Poderão também interessar-lhe...

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

No entanto, em sociedades como as nossas – onde os fins individualistas ganham mais consciência, a empatia tornou-se ainda mais carente. O mesmo não se pode dizer de Mara Quiosa, actual vice-presidente do MPL Ainda no consulado da Comissão Administrativa de Luanda (actual administração da Ingombota), Mara Quiosa já dividia parte do seu tempo – dedicando atenção aos munícipes luandenses.

A noção de empatia não é nova. A expressão ganhou proeminência, pela primeira vez, no século XVIII, quando o economista e filósofo Adam Smith escreveu: a sensibilidade moral origina-se de nossa capacidade mental para “trocar de lugar com o sofredor na imaginação”.

A falta de empatia entre os membros de uma determinada sociedade obstrui os canais de diálogo, anulando assim as pontes ligam os consensos sociais e políticos. Barack Obama, na véspera das eleições presidenciais de 2008, fez da empatia um dos principais temas de campanha.

E uma das observações feita, na altura, era o déficit da empatia, sugerindo que as pessoas deveriam falar da capacidade de se colocar no lugar do outro. Portanto, ver o mundo através dos olhos daqueles que são diferentes de nós.

No Canadá, o programa “O Roots of Empathy” (raizes da empatia) promovido nas escolas, reduziu largamente os níveis de violência e agressão entre os jovens. Este programa também foi crucial para moderar os grupos étnicos no Rwanda (tutsis e hutus). A ideia é mostrar como as crianças e adultos devem tratar-se humanamente e como podem estar mais próximos.

Portanto, isso reduz a cultura individualista e a obsessão pelo ego. A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, é uma boa ouvinte e, acima de tudo, boa observadora. Refere Augusto Cury que a pess empática deve ser, antes de tudo, uma boa ouvinte. Mas também uma boa observadora para, através da comunicação não verbal, captar o real sentimento da outra pessoa.

No Bengo, Cabinda e Cuanzasul, províncias onde a actual Vice-Presidente do MPLA foi governadora, o que consta no imaginário da população quando se f de Mara Quiosa – é a simplicidade e capacidade de ouvir e interagir com os populares.

Como é práxis, nessas províncias, Mara Quiosa foi igualmente a primeira secretária do partido. O contacto afectivo que mantinha (mantém) com a população, indiretamente, era também uma forma de se conectar ao eleitorado.

O professor Mbangula Katúmua no seu mais recente ensaio de Sociologia Política cujo título é “A Juventude do MPLA e os desafi políticas eleitorais da nova Angola” sugere que “a governação (…) de proximidade é o principal caminho que os jovens políticos governantes do partido devem seguir para catalisar a mudança e restaurar a confiança abalada nas instituições (…)”.

Com razão, a camarada Mara Quiosa desdobra-se politicamente neste sentido [muita aproximação com o eleitorado jovem] Existe uma percepção generalizada que os dirigentes jovens do MPLA são cínicos e valem-se pel posição social e política, desligando-se das pessoas comuns, sobretudo do eleitorado.

O Professor Katúmua aponta que “há outro desafio relacionado com a percepção pública da falta de humildade entre os jovens quadros do partido”. A falta de aproximação dos dirigentes do MPLA e a sua base de apoi e o universo do eleitorado dá lugar a “crise de representação e baixa a legitimidade política”.

A Vice-Presidente Mara Quiosa, para a opinião pública, é a dirigente do M que mobiliza-se de outra forma – mantendo maior sintonia com a população. A VP Mara Quiosa tornou-se a mulher com mais empatia política no seio do MPLA.

É, dúvidas, uma mulher que se comunica emocionalmente bem com o público. Claramente que essa ligação sensorial com o povo é necessária e, pelos desafios eleitorais que se avizinham, afigura-se impreterível. Ser empática é superar o preconceito e a soberba.

É ter um compromisso moral com a humanidade. Como consequência, a empatia anula (ou diminui) os conflitos e melhora a nossa comunicação com os eleitores – contribuindo, deste modo, para construção de uma sociedade mais complacente.

A situação econômica e social do país não é das melhores. E neste momento, os dirigentes do MPL precisam apostar na (Soft Communition) “comunicação suave”, isto é, aquela que prioriza a interação afectiva. Agindo desta forma, haverá maior cooperação social dos cidadãos nas decisões públicas. É nisto que a vice-presidente Mara Quiosa destaca-se.

Stephen Covey assevera que a comunicação empática é umas chaves para o aperfeiçoamento das relações interpessoais. Alude o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw que em sociedades de múltiplos interesses e gostos, a máxima “faça ao outro aquilo que gostarias que lhe fizessem” está desatualizada.

O que denota empatia em sociedades deste tipo “é fazer aquilo que o outro gostaria que fizessem por ele”. Entretanto, a VP do MPLA é uma figu que lida com as pessoas à medida da sua diferença.

Zigmunt Bauman na sua obra “Tempos Líquidos” aprofunda os diálogos sobre a modernidade líquida nas questões sócio-políticas. (…). Bauman argumenta que todo comportamento que confronta nossos valores particulares torna-se digno do mais profundo desprezo, pois no fundo queremos ver estampado no outro um pouco daquilo que nós mesmos somos (ou queremosser).

O que existe mesmo é a incapacidade de relacionarmos integralmente com o outro considerando toda sua diferença e singularidade. A camarada Mara Quiosa é, na prática, uma boa niveladora da diferença.

Ou seja, tem grande capacidade de gestão das diferenças. No acto político de apresentação da •Agenda Política do MPLA – 2025•, em Malanje, a vice-presidente Mara Quiosa foi implacável na sua maneira de interagir com a população.

Contudo, e por arrasto, os cidadãos e militantes do MPL afluíram torrencialmente ao acto. A Camarada Mara Quiosa representa o modelo de comunicação interpessoal adequado aos desafios políticos actuais do MPLA.

 

Por: BENJAMIM DUNDA

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Deputado, Presidente da 10.ª Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente da Assembleia Nacional) Ainda há poucas semanas tive a...

Ler maisDetails

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Apergunta tornou-se quase um slogan geracional. Mas talvez estejamos a fazer a pergunta errada. A maioria dos jovens não está...

Ler maisDetails

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

por Domingos Bento
27 de Fevereiro, 2026

«Bruxa, xira, ngapa, feiticeira», abusavam os miúdos no bairro que ela ajudou a erguer quando, ainda jovem, na casa dos...

Ler maisDetails

Quando o desporto constrói a Nação

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Quem cresceu em Angola, sobretudo nas décadas marcadas pela incerteza e pelas cicatrizes da guerra, sabe bem o que significa...

Ler maisDetails

Porto do Lobito inicia obras de dragagem do cais para receber navios de grande porte

27 de Fevereiro, 2026

Angola e Estados Unidos reforçam intercâmbio cultural

27 de Fevereiro, 2026

Ravina corta circulação na Estrada Nacional 160 no Uíge

27 de Fevereiro, 2026

Soltura de cidadão português acusado de abuso sexual diverge procuradores no Lubango

27 de Fevereiro, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.