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49 anos de ‘Dipanda’: Independência precisa de ser construída todos os dias devido à fragilidade do tecido social

Jornal Opais por Jornal Opais
22 de Novembro, 2024
Em Opinião

No pretérito dia 11 de Novembro de 2024, comemoramos 49 anos de Independência Nacional, que constitui uma ocasião distinta para festejarmos com alegria, pois é o depósito de valores mais sublimes da nação, carregando consigo um significado profundo na vida de cada angolano e, por conseguinte, representa o marco da nossa soberania.

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É a expressão mais audível do entender do passado doloroso e humilhante em que o angolano era um mero objecto. Onze de Novembro marca o início de uma nova era, em que nos tornamos donos do nosso próprio destino.

É uma data que nos dá a ocasião singular para recordarmos o passado, a longa e árdua luta travada e os sacrifícios consentidos por angolanos. Esta data também nos chama atenção para a necessidade contínua de não nos fragilizarmos diante da complexidade dos desafios com que nos confrontamos na construção da nação. Dito isto, após a proclamação da independência, o país entrou em conflito interno.

O Governo e a UNITA, depois de um longo percurso entre a guerra e a paz, acabaram por virar para sempre a página da guerra. Falou mais alto a voz dos sábios, dos bravos e das mães que esperavam pelos filhos.

A paz chegou para ficar! Em 2002, iniciámos uma nova marcha sob o signo da esperança e dá confiança em nós mesmos. Foi abandonado o princípio segundo o qual a guerra é a continuação da política por outros meios. Assim, hoje, a política é feita por meios pacíficos e democráticos.

Na política, não vale tudo. Ela deve observar o mínimo ético, consubstanciado no respeito pelo próximo, pelos princípios morais e cívicos. Felizmente, para a nossa realidade, na luta política pacífica e democrática, surgiu a Constituição da República de Angola de 2010, moderna, ajustada à nossa realidade e que indica como devemos organizar o Estado, a sociedade e a economia.

Celebrar os 49 anos da nossa independência nacional é também um bom momento para celebrarmos a democracia, pois nenhum país é independente sem o exercício pleno da democracia.

Ora bem, a independência de Angola, na nossa opinião, ainda não está terminada, estando a precisar de ser construída a cada dia por todos nós, com base naquilo a que eu chamaria de três grandes alicerces, que são:

1 – Democracia é um direito de participar das discussões que impactam as vidas das pessoas. Ou seja, é a matéria prima para realização dos nossos sonhos. E esses sonhos são o de termos o direito de fazer três refeições ao dia, viver com dignidade, ter um emprego, salário justo, seguro para cuidar da família e conquistar um futuro melhor para os nossos filhos.

2 – Soberania é, antes de tudo, combater todas as formas de desigualdades, seja de raça, filiação partidária, sexo, etc. Como está estatuído na CRA, no seu artigo 21, alínea h), é importante a missão de resguardar as nossas fronteiras terrestres , marítimas e nosso espaço área.

Ou seja, ser soberano no plano Interno e externo é, sem sombras de dúvidas, defender o nosso capital humano, as nossas empresas estratégicas, os nossos bancos públicos, as nossas riqueza minerais, na perspectiva de fortalecer a nossa agricultura.

É, também, preservar as nossas florestas – como, por exemplo, a do Mayombe, em Cabinda, os nossos rios, as nossas biodiversidades. É falar de igual para igual com qualquer Estado e fazer-se ouvir nos principais fóruns internacionais.

3 – A reconciliação Nacional, finalmente, para nós, é o terceiro alicerce da independência e, concomitantemente, a união. E a união só se faz sem ódio. É imperioso investirmos no diálogo permanente, para fortalecer o tecido angolano que ainda nos parece bastante frágil. Aos 49 anos de independência, vislumbram-se, com grande preocupação, a fragilidade deste tecido.

Vejamos, a título de exemplo: um filho é militante do partido UNITA ou da FNLA e o pai é do MPLA. Pelo facto de o filho ser de um partido diferente do pai, em muitos casos, cortam-se relações familiares.

Nesta senda, podemos ter sotaques diferentes, ter filiação partidária diferentes, religião diferentes, ter preferência por este ou por outro líder partidário, mas tenhamos uma coisa no nosso interior: somos uma mesma grande nação, um único povo.

A Constituição da República define o Estado como um Estado Democrático de Direito, que tem como fundamento a separação de poderes e a interdependências de funções.

Neste seguimento, importa referir, temos de convir que o país está a realizar um esforço louvável no domínio do fortalecimento do tecido angolano, penso ser este é caminho a seguir.

Por fim, exortamos a todos patriotas, quer no país, quer na diáspora, a sumirem o 11 de Novembro como data ímpar na trajectória de libertação do nosso país e como uma fonte inesgotável de inspiração, enquanto construímos uma Angola mais desenvolvida, mais justa, mais solidária e, acima de tudo, mais independente.

 

Por: MODESTO SILVA

*Jurista

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