OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 13 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Rent-seeking

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Julho, 2024
Em Opinião

Apesar do tema da diversificação da economia angolana estar presente no debate público há algum tempo, é a partir da última década que passou a ser discutido de forma mais abrangente e acalorada, muitas vezes parecendo uma discussão já “gasta”, e, porém, nos levando a uma compreensão cada vez melhor quanto à sua importância e urgência para a sustentabilidade económica e social do país, visto que é imperioso assegurarmos que a diversificação deixe de ser uma MIRAGEM e em momento algum se torne uma UTOPIA.

Poderão também interessar-lhe...

O que é mais importante no sistema educativo angolano: o percurso do aluno durante as aulas ou a nota da prova?

O papel do desporto na diplomacia africana

Gestão da ENDE: Um abismo de ineficiência

Em concordância com a terminologia de Alves da Rocha, resultante dos estudos e pesquisas do Centro de Estudos de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC), ao longo dos anos, pode-se essencialmente distinguir a diversificação económica em dois prismas: a BOA e a MÁ.

Por um lado, a boa diversificação económica é aquela que se centra num modelo de competitividade de altos salários e elevada produtividade e funciona em contextos de economias abertas e de globalização crescente das forças produtivas nacionais.

Por outro, a má diversificação encontra-se alicerçada em baixos salários, ausência de produtividade competitiva, mercado interno fechado e protecção de interesses das elites económicas e políticas, no entanto a mais-valia gerada é resulta da exploração da força de trabalho impreparada para resistir estratégias empresariais de obtenção de lucro fácil e rápido.

Deste modo, importa assinalar que tanto a diversificação económica quanto o seu complexo processo não são e nem devem ser exclusivamente da responsabilidade do Estado e das suas instituições, mas sim uma questão de sobrevivência das empresas, empresários, trabalhadores e da economia do país em situações de choques externos importantes (mais ou menos duradouros) e cujos efeitos se agravam quando o tecido económico se concentra numa única actividade ou um conjunto pequeno de actividades de exportação e produção local de fraco valor de incorporação e de elevados índices de falta de competitividade.

Em regra, nos países com elevada proporção de taxas de exportação de recursos naturais não renováveis, como é o caso do petróleo, diamante, rochas ornamentais e outras, registam-se processos de diversificação económica mais lento, mais caro e sem muito sucesso, o que se consubstancia ao fenómeno chamado “rentseeking” também conhecido por “doença holandesa”.

O conceito de RENT-SEEKING, introduzido no léxico económico pela economista norteamericana, Anne Krueger, em contrapartida ao “PROFITSEEKING” (busca pelo lucro), que em linhas gerais descreve a busca de agentes económicos privados pela maximização dos seus interesses com recurso a influência de decisões políticas (trafico de influências e/ou corrupção) e não em resultado do seu “engenho”.

Em muitos casos, a prática do “rent-seeking” também aparece encapotada como CAPITALISMO DE ESTADO ou PATRIMONIALISMO, ignorando por completo o facto de que a geração de benefícios públicos para entes privados estimule a ineficiência e ajude na criação de MONOPÓLIOS. Infelizmente, em Angola, ainda encontramos, com bastante facilidade, em todos os níveis da economia, vários exemplos de “rent-seeking”, reforçando a tese de que este tipo de influência tende a ser mais comum em países com histórico de corrupção e fragilidade institucional.

A existência do “rent-seeking”, por um longo período concorre para a “perpetuação” de privilégios para um grupo, muito restrito, de pessoas ou empresas que ganham “poder” suficiente para ditar o comportamento do mercado, sem terem a necessidade de competir e/ou melhorar a sua produtividade.

Uma das melhores formas de eliminação do “rent-seeking” passa pelo aumento do nível de descentralização pública e da transparência na administração do Estado.

Entendemos ser importante que Angola consiga evitar não somente os efeitos nefastos da “doença holandesa”, mas também do rent-seeking.

Ou seja, faz-se necessário e urgente uma reforma económica real (estrutural e estruturante) que passe pelo pleno domínio das relações complementares e/ou mesmo contraditórias à luz de políticas públicas e dos diferentes “drivers” do processo entre os objectivos e instrumentos da política económica, com a vantagem de que nesse processo, Angola poderá colher experiências de outros países, cujos resultados “deram” positivo na diversificação das suas economias por via da industrialização e promoção das exportações.

 

Por: WILSON NEVES

*Economista

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

O que é mais importante no sistema educativo angolano: o percurso do aluno durante as aulas ou a nota da prova?

por Jornal OPaís
13 de Fevereiro, 2026

O sistema educativo angolano está em constante crescimento. Nota-se, claramente, o esforço que o executivo tem feito em diversos sectores...

Ler maisDetails

O papel do desporto na diplomacia africana

por Jornal OPaís
13 de Fevereiro, 2026
DANIEL MIGUEL

O desporto deixou há muito de ser apenas competição. No século XXI, tornou-se uma das ferramentas mais eficazes de projecção...

Ler maisDetails

Gestão da ENDE: Um abismo de ineficiência

por Jornal OPaís
13 de Fevereiro, 2026

Cada apagão na ENDE não é mero acidente, mas sintoma de uma gestão estatal cronicamente ineficiente, com prejuízos de centenas...

Ler maisDetails

O amor na era do materialismo

por Jornal OPaís
13 de Fevereiro, 2026

O Dia dos Namorados, outrora celebrado com um romantismo quase ingénuo e um profundo sentido de sacrifício, parece ter-se transfigurado...

Ler maisDetails

Entre elogios e críticas, liderança angolana na UA chega ao fim sob avaliações divergentes

13 de Fevereiro, 2026

Angola no centro da decisão continental

13 de Fevereiro, 2026

João Lourenço: o ano em que a União Africana falou com maior densidade

13 de Fevereiro, 2026

ANPG prevê investir 100 milhões de dólares em projectos de responsabilidade social

13 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.