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Ministro da Cultura defende cooperação entre o português e as línguas bantu

A necessidade da existência de uma cooperação entre a língua portuguesa e as línguas nacionais bantu para a melhoria do processo comunicacional e do próprio desenvolvimento da sociedade angolana foi defendida ontem, 14, em Luanda, pelo ministro da Cultura, Filipe Zau, no Memorial Dr. António Agostinho Neto

Jornal Opais por Jornal Opais
15 de Maio, 2024
Em Destaque, Em Cartaz

“Me parece que é necessário se estabelecer uma cooperação entre a língua portuguesa e as línguas africanas, de modo que elas possam ser utilizadas não só para os aspectos culturais, mas também para o próprio desenvolvimento da sociedade”, defendeu o ministro durante o “Colóquio sobre Línguas de Angola”, realizado em alusão ao Dia Internacional da Língua Materna, celebrado a 21 de Fevereiro.

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Filipe Zau frisou que a questão que se coloca é a melhoria do ambiente comunicacional para permitir que as pessoas tenham a flexibilidade de se comunicar nas suas línguas maternas, sem grandes dificuldades ou complexos.

O governante realçou que a discussão em torno das línguas nacionais deve ganhar uma visão fora do contexto folclórico e ser reflectida numa visão de desenvolvimento siociocultural, político e até mesmo económico, por se tratar de um elemento que vai determinar os níveis e modos de comunicação das gerações futuras.

“Penso que este é um aspecto que devemos pensar e repensar nas razões que nos podem levar futuramente a uma aprovação da lei das línguas, fora dum contexto folclórico, mas, sim, dentro de um contexto de utilização das mesmas para o desenvolvimento da nossa própria economia, sobretudo das comunidades rurais”, sublinhou.

No colóquio, que reuniu académicos, linguistas, pesquisadores culturais, historiadores, agentes culturais, estudantes e membros da sociedade civil, Filipe Zau foi um dos prelectores convidados, tendo apresentado o tema “Políticas linguísticas e uso de línguas africanas no ensino”.

Inserção das línguas nacionais no sistema de ensino (continua uma incógnita)

Um dos aspectos muito discutido durante o colóquio foi o processo de inserção das línguas nacionais no sistema curricular de ensino angolano, uma questão que continua “uma incógnita”, apesar de o governo ter garantido que o procedimento se encontra na fase piloto em algumas regiões do país.

Para o académico Mbiavanga Fernando, a não execução do projecto de inserção das línguas bantu no sistema nacional de ensino, em particular nos níveis primários e secundários, é reflexo da falta de vontade política do executivo que, no entender do estudioso, não olha para esta questão como prioritária.

“A ausência de vontade política faz com que as etapas que deviam ser muito bem cronometradas neste processo não sejam observadas, nem executadas, porque Angola já vem a discutir essa questão desde os primeiros anos de independência e, de lá pra cá, não houve qualquer execução prática neste quesito”, disse o docente universitário e linguista.

Na qualidade de prelector do tema “A gestão da diversidade linguística no espaço público luandense”, o académico observou que as línguas nacionais e/ou regionais vão perdendo, aos poucos, a sua utilidade no processo comunicacional nacional devido à falta de instrumentos legais que permitam a sua utilização nas discussões primordiais de desenvolvimento do país.

Encontro reflexivo

Realizado em alusão ao Dia Internacional da Língua Materna, o colóquio teve como objectivo proporcionar um espaço de debate e reflexão sobre a realidade sociolinguística e plurilinguística de Angola e colher contribuições para o Projecto de Lei das Línguas de Angola, em análise na casa das leis.

O encontro foi repartido em dois painéis, sendo que no primeiro painel, que abordou o “Plurilinguismo”, foram discutidos temas como “A Língua enquanto Instrumento-mor da Partilha do Saber”, dirigido por Benjamim Fernando, “Línguas angolanas de origem africana e tradição oral”, por Albano Kufuna, “Plurilinguismo em Angola: Uma Responsabilidade e uma Responsabilização”, por Daniel Peres Sassuco” e “Reinvenção da Linguística na Literatura de Boaventura Cardoso”, pela escritora Domingas Monte.

Já o segundo painel, cujo tema central foi a “Política Linguística”, ficou distribuído pelos subtemas “A Gestão da Diversidade Linguística no Espaço Público Luandense”, apresentado por Mbiavanga Fernando, “Metodologia de Ensino de Línguas”, por Domingos Vaz, “O Papel das Igrejas na Valorização, Ensino, Preservação e Disseminação das Línguas Nacionais Angolanas: Uma Perspectiva Histórica e Teológica”, por Adilson Leitão S. de Almeida, e “Sapiência Inerente nos Provérbios Bantu no Espaço Multilingue”, por Josefa Conde.

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