OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 2 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A hegemonia da aniversariante no solo angolano: Língua Portuguesa

Jornal Opais por Jornal Opais
7 de Maio, 2024
Em Opinião

A A presença portuguesa (1482-1975), em Angola, implicou o contacto de culturas e de línguas. Com a implementação do colonialismo, a cultura e as línguas dos nativos de Angola foram subjugadas, assim, eram considerados “assimilados” todos angolanos que falavam o português fluente (escrito e oral) e praticantes da cultura portuguesa (hábito e costume).

Poderão também interessar-lhe...

O Janeiro nem havia dado ainda o ar da sua graça, mas o Tipaizinho já tinha batido o salário na parede em Vidas de Ninguém (V)

Fases da bigorna no meu país

China e o Sul Global: diplomacia, respeito e uma nova oportunidade de desenvolvimento

Para dominar um povo, o requisito primordial é apagar suas línguas e sua cultura, desta forma, os artigos 1.º; 2.º e 3.º do Decreto n.º 77, de Norton de Matos, em 1921, proíbem o uso das línguas angolanas nas escolas, e língua portuguesa passa a ser obrigatório em todo território nacional. (ZAU, 2011:100; ADRIANO, 2014: 61).

Com a independência de Angola, a política linguística seguiu o mesmo caminho da política linguística colonial por dois factos (i) por ter a língua portuguesa como língua de unidade nacional, mesmo na altura, sendo falada por uma minoria e ii) por colocar as línguas dos nativos no segundo/terceiro plano.

Aliás, o discurso da independência de Angola foi feito somente em português. Factos que demonstram uma certa valorização da língua portuguesa no solo angolano no período pós-independência.

Até 1992, o português continuou sendo falado por uma minoria (11% da população) maioritariamente pessoas da elite. A constituição de 1975 não fazia alusão da língua portuguesa como língua oficial, porém a constituição de 2010, no 1.º ponto do artigo 19.º, já atribui estatuto de língua oficial, novamente, as línguas de Angola foram postas em segundo/terceiro plano. Além de ser língua da administração, sem nenhuma língua como concorrente, também é língua de ensino legitimada pelo artigo 9.º da LBSE (2001), aqui as línguas nacionais são postas, na teoria, como concorrentes da língua portuguesa (ponto n.º 3).

O tratamento que se deu às línguas nacionais do período pós-independência ao período pós-paz permitiu um crescimento maior da língua portuguesa no solo angolano, dados do Censo Populacional (INE, 2014: 54) comprovam este facto, no total, 71% da população angolana fala português, concomitantemente, constitui língua primeira (L1), se a classificarmos com base ao carácter extensional, então, vê-la-emos como língua nacional, língua veicular e franca no solo angolano, uma vez que Angola é um país multilíngue e multicultural.

A língua portuguesa falada em Angola tem características que a diferencia do português europeu, oficial, que, aos poucos, pede a sua legislação e nacionalização (ZAU, 2011).

Os dados do INE (2014), acreditamos que não foram muito detalhistas no que toca à língua portuguesa, como já supramencionamos, 71% da população fala português e outros 29% para as línguas nacionais e estrangeiras. Para terminar esta reflexão, faço as seguintes questões: 1. Dos 71% maioritariamente tem o português como língua materna ou como L1? 2.

Os 71% falam o português como língua de administração? 3. De que forma essa hegemonia dificulta o processo de ensino-aprendizagem? 4. O português não legislado não tem maior hegemonia do que o português legislado?

 

Por: Estefânio José Cassule

#Estudante de Letras e Professsor

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

O Janeiro nem havia dado ainda o ar da sua graça, mas o Tipaizinho já tinha batido o salário na parede em Vidas de Ninguém (V)

por Domingos Bento
1 de Janeiro, 2026

Era de madrugada, quando o Tipaizinho, o único militar que tínhamos no bairro, cruzava a rua. O cheiro de bolo...

Ler maisDetails

Fases da bigorna no meu país

por Jornal OPaís
1 de Janeiro, 2026

A DR Bigorna é um bloco maciço de me tal (ferro, aço) com superfície plana, usado por ferreiros e artesãos...

Ler maisDetails

China e o Sul Global: diplomacia, respeito e uma nova oportunidade de desenvolvimento

por Jornal OPaís
1 de Janeiro, 2026

O cenário geopolítico global é actualmente marcado por diversas tipologias de conflitos entre Estados, sanções e discursos de exclusão proferidos...

Ler maisDetails

A responsabilidade incontornável das universidades: um olhar além do diploma

por Jornal OPaís
1 de Janeiro, 2026

Obviamente, as universidades surgiram, de facto, em conjunto com a sociedade, na óptica de sua dimensão política e social. O...

Ler maisDetails

Cidadão de 27 anos atingido por fogo de artifício nos órgãos genitais

1 de Janeiro, 2026

‎Mães dos primeiros bebés de 2026 recebem apoio do Governo Provincial de Luanda

1 de Janeiro, 2026

O Janeiro nem havia dado ainda o ar da sua graça, mas o Tipaizinho já tinha batido o salário na parede em Vidas de Ninguém (V)

1 de Janeiro, 2026

Governadora do Bengo anuncia construção de cinco mil habitações neste ano

1 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.