OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 8 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Revolução dos Cravos impulsionou independências da África lusófona

O movimento que acabou com a ditadura salazarista em Portugal foi, também, o ponto de viragem na história das então colónias ultramarinas como Angola e demais países de expressão portuguesa em África, após 500 anos de dominação e subjugação

João Feliciano por João Feliciano
26 de Abril, 2024
Em Política

A Revolução dos Cravos, liderada por um movimento militar de esquerda, o Movimento das Forças Armadas, e apoiada pela maioria da população de Portugal, foi um ponto de virada em muitos aspectos.

Poderão também interessar-lhe...

Angola e França apreciam reforço da cooperação bilateral

Embaixador de Angola na África do Sul entrega cartas credenciais

Vice-presidente da República orienta Sessão Ordinária do Conselho de Viação e Trânsito

Segundo especialistas, esta revolução não só pôs fim à ditadura de quase 50 anos dos governantes Oliveira Salazar e Marcello Caetano, como também abriu caminho para o fim das guerras coloniais portuguesas e a independência de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Em 2024, estes cinco países africanos olham com especial interesse para Lisboa, onde o 50.º aniversário da Revolução dos Cravos está a ser comemorado de forma conjunta (acto central ocorreu ontem, Quinta-feira, 25).

Revolução viabilizou negociações em Angola “Em Angola, a Revolução dos Cravos evoca sentimentos positivos”, disse o nacionalista Cornélio Caley, para quem não se deve dissociar este marco histórico da libertação dos Estados africanos do “reich salazarista”.

O historiador e sociólogo angola- no lembrou, por outro lado, que foram os colonizados que provocaram a Revolução dos Cravos, rumo à independência das então colónias ultramarinas. “Claro que foram estes países o motor do surgimento do 25 de Abril”, disse, sublinhando que a queda da ditadura militar em Portugal beneficiou quer os povos das colónias, quer de Portugal, num momento em que os dois lados lutavam em conjunto para o estabelecimento do Estado democrático.

Acrescentou que, de facto, com a mudança de regime em Lisboa, negociações directas entre o governo português e os movimentos de independência em Angola foram iniciadas. Assim, em Janeiro de 1975, o governo português assinou acordos de independência com os três movimentos de libertação angola- nos – MPLA, UNITA e FNLA – na cidade de Alvor, no sul de Portugal.

Aumento da pressão sobre Portugal

Para Cornélio Caley, a Revolução dos Cravos “sem dúvida” acelerou a descolonização, mas referiu que a independência das colónias portuguesas teria se concretizado mais cedo ou mais tarde, mesmo sem a revolução em Portugal. Na década de 1970, o império colonial português era visto internacionalmente como um “grande anacronismo”.

Explicou que desde 1960 que a comunidade internacional exercia enorme pressão diplomática sobre Portugal, para que entrasse na rota das potências coloniais que admitiram as independências das suas colónias.

“Eram os casos da França, da Inglaterra e da Bélgica, mormente estes, que a partir de 1960 foram libertando as suas colónias – o que tornava Portugal cada vez mais isolado”, afirmou, acrescentando que praticamente toda a Organização das Nações Unidas (ONU) havia solicitado a Portugal, em várias resoluções, que concedesse a independência a suas colónias.

Conforme o historiador, a pressão militar sobre Portugal também aumentou. Por exemplo, disse, em Angola, os movimentos de libertação MPLA, UNITA e FNLA receberam suprimentos cada vez maiores de armas e treinamento militar da União Soviética e de outros países do bloco comunista, bem como da China.

Cobiça ocidental frustrou desenvolvimento em Angola Angola, diferente das demais colónias, teve três movimentos que combatiam Portugal em várias frentes. Mas, ainda assim, conquistada a independência e volvi- dos vários anos, o desenvolvimento não terá acompanhado a época, a luta anti-colonial.

De acordo com Cornélio Caley, o problema de Angola foi a cobiça das potências ocidentais em ralação à riqueza do seu subsolo. “Estas potências também que- riam marcar a sua presença no nosso país.

Era a União Soviética, de um lado, e do outro os Estados Unidos da América”, recordou, acrescentando que os movimentos acabaram por ser divididos também por estas potências. Olhar positivamente o 25 de Abril Por seu turno, o cientista político e especialista em Relações Internacionais, Raul Tati, referiu que se se quiser ser verdadeiro em relação à história, tem de se olhar positivamente o 25 de Abril por, no seu entender, ter aberto o caminho para as independências das colónias portuguesas em África.

“Aliás, o movimento das Forças Armadas assumiu logo como prioridade a democratização, descolonização e o desenvolvimento”, disse, acrescendo que “não só a luta levada a cabo pelos movimentos independentistas que trouxeram as independências.

Todavia, considerou não perder de vista a maneira desastrosa como foi feita a descolonização em Angola. Ainda em seu entender, contrariamente às demais colónias, Angola foi o único país que teve três movimentos envolvidos no processo de libertação do jugo colonial, mas que não partilhavam dos mesmos ideais em relação ao pós-independência.

“Mesmo os esforços feitos por altura da assinatura das tréguas com o exército português, e depois por iniciativa do presidente da UNITA, Jonas Savimbi, com o MPLA e a FNLA, em Mombaça, no Quênia, não surtiram os efeitos desejados”, disse. Segundo Raul Tati, os acordos de Alvor também não tiveram êxitos porque os movimentos tinham já cada um a sua agenda; “e foi isso que comprometeu o avanço do país para a democracia e, com isso, o desenvolvimento”, recordou.

Salientou que enquanto em Portugal o 25 de Abril abriu as portas para uma verdadeira democracia, as colónias foram libertas, mas, depois, ficaram os problemas por se resolver. O que no seu entender estes problemas são das colónias e não de Portugal. Avançou que a queda do regime salazarista e, consequentemente, a independência de Angola, foi mais favorável para o MPLA, que recebia suprimentos da extinta União Soviética nos anos de guerrilha.

João Feliciano

João Feliciano

Recomendado Para Si

Angola e França apreciam reforço da cooperação bilateral

por Jornal OPaís
8 de Abril, 2026

A embaixada da República de Angola em França reuniu-se hoje com o Grupo de Amizade França-Angola da Assembleia Nacional Francesa,...

Ler maisDetails

Embaixador de Angola na África do Sul entrega cartas credenciais

por Jornal OPaís
8 de Abril, 2026

O político angolano, João Baptista Quiosa, entregou, esta quarta-feira, em Pretória, as cartas credenciais que o acreditam como embaixador Extraordinário...

Ler maisDetails

Vice-presidente da República orienta Sessão Ordinária do Conselho de Viação e Trânsito

por Jornal OPaís
8 de Abril, 2026

A vice-presidente da República, Esperança da Costa, presidiu, esta quarta-feira, na Sala de Reuniões dos Órgãos de Apoio a número...

Ler maisDetails

OMA destaca participação da mulher moçambicana na luta pela igualdade de género em África

por Jornal OPaís
8 de Abril, 2026

A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana, Emília Carlota Dias, evidenciou a colaboração da mulher de Moçambique na luta pela...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

MINSA e UPRA consolidam parceria para formar profissionais nos cursos em Terapia da fala e NutriçãoFlávio da Costa

8 de Abril, 2026

Porto do Lobito reúne mais de cem pessoas na palestra sobre a Lei de Protecção de Dados Pessoais

8 de Abril, 2026

Jovem mata namorada e oculta cadáver em um tanque de água nos Mulenvos

8 de Abril, 2026

Angola e França apreciam reforço da cooperação bilateral

8 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.