OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 2 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Pescadores e peixeiras de Mazozo com rendimentos reduzidos

Alberto Bambi por Alberto Bambi
14 de Março, 2024
Em Sem Categoria

Desde que a lagoa ficou cheia de vegetação, ficou igualmente difícil a captura de pescado, uma situação que obrigou esses artífices a subirem os preços de venda. Quem se vê a braço com essa situação são as revendedoras do produto

Poderão também interessar-lhe...

‎Palestra sobre Lei Contra a Violência Doméstica reúne mais de 200 funcionários do Porto do Lobito

Concluída demolição de edifícios degradados em Luanda e Cuanza Sul

SODIAM prevê produzir 15 milhões de quilates de diamantes em 2026

Os pescadores da localidade de Mazozo, município de Icolo e Bengo, província de Luanda, queixam- se, nos últimos tempos, de terem pouco rendimento, fruto das poucas capturas, já que a lagoa local onde realizam a actividade pesqueira se encontra, actualmente, cheio de vegetação. “Desde o ano passado, que começou a chover muito, no interior do país e cá, em Luanda, o rio Kwanza está quase sempre cheio e, quando transborda, parte das águas e das plantas vêm parar aqui na lagoa, onde crescem sem parar, ocupando o lugar da água, o que complica todo nosso trabalho”, disse Joaquim Simão, um dos pescadores mais antigos da zona.

Para ele, a dificuldade começa na deslocação da canoa, que tem que passar por entre as plantas, abrindo o caminho possível, até se encontrar a parte da água, onde também se encontram a maior parte dos cardumes de bagre, cacusso e de choupa. Depois, os pescadores têm de medir bem o espaço onde devem colocar as suas redes para não serem embaraçadas com a vegetação, já que a intenção é as terem para as outras capturas.

Por causa disso, há quem opta simplesmente por pescar a anzol, esperando que as condições da lagoa melhorem. O pescador Gaston, como é, carinhosamente, tratado entre as revendedoras do pescado de Mazozo, reconhece que a vegetação contribui para reforçar as condições de reprodução, alimentação e crescimento dos peixes, mas reclama, em seguida, que as plantas não facilitam a sua classe de apanhar peixes grandes. Por conta dessas e outras dificuldades por que passam diariamente, os capturadores da lagoa subiram os preços do peixe.

“Agora somos capazes de vender cinco cacussos médios a mil ou 1.500 Kwanzas, quando antes podiam sair a menos de 500. Os bagres, se grandes, um pode custar entre 500 e 750 Kwanzas. Já a choupa, por ser a mais procurada, o seu preço passa desses que eu dei”, detalhou o pescador Gaston. Questionado se o aumento do custo do pescado não lhes dá algum alívio, Joaquim Simão aclarou que a quantidade capturada não lhes dá este gozo.

Revender com a calculadora nas contribui para reforçar as condições de reprodução, alimentação e crescimento dos peixes, mas reclama, em seguida, que as plantas não facilitam a sua classe de apanhar peixes grandes. Por conta dessas e outras dificuldades por que passam diariamente, os capturadores da lagoa subiram os preços do peixe.

“Agora somos capazes de vender cinco cacussos médios a mil ou 1.500 Kwanzas, quando antes podiam sair a menos de 500. Os bagres, se grandes, um pode custar entre 500 e 750 Kwanzas. Já a choupa, por ser a mais procurada, o seu preço passa desses que eu dei”, detalhou o pescador Gaston. Questionado se o aumento do custo do pescado não lhes dá algum alívio, Joaquim Simão aclarou que a quantidade capturada não lhes dá este gozo. Revender com a calculadora nas mãos

Esta situação complica também os cálculos diários das vendedeiras de pescado, que passaram a taxar as suas vendas pelo dobro da aquisição. Na manhã de segunda-feira, 11, desta reportagem, mais de 20 revendedoras de peixe, vulgarmente conhecidas como peixeiras, estavam sentadas à beira da lagoa à espera de uma oportunidade para comprar o produto, na quantidade e no custo expectado.

Dona Gia era uma dessas senhoras, que não parava de espreitar na direcção de embarque e desembarque dos pescadores, até que, com empurrão da sua colega de ofício, conseguiram ‘namorar’ o pescador Manuel Paciência, que, acabado de vir das proximidades de Caxicane, trouxe cacussos e bagres grandes.

As outras senhoras limitavam- se a esperar pelos seus pescadores, como deixaram patentes à equipa dessa reportagem, de modo a não comprarem o pescado a custos elevados. As peixeiras contaram sobre as dificuldades que têm para revender o peixe nos mercados do Quilómetro 30, Catete-sede e nos pontos comerciais do Quilómetro 44. Para responder a essa situação, muitas delas revelaram ter optado por vendas a clientes previamente contactados.

Pescar para lá da lagoa

José Daniel “Zeca” optou por pescar fora das zonas habituais, tendo passado a explorar as áreas da lagoa onde não havia presença de pescadores. Trata-se das áreas próximas de algumas lavras. Nesses sítios, pelo menos, consegue capturar peixe miúdo, o que lhe permite a não regressar de uma jornada sem nenhum produto.

“São zonas que antes não ligávamos, por ter apenas peixe pequeno, mas, actualmenmte, precisamos de salvar os nossos dias de trabalho, contentando-nos com essa captura”, confessou o pescador Zeca, que não descarta a possibilidade de ele e os seus colegas estarem a comprometer o crescimento dos peixes. Com os ganhos diários actuais, os pescadores procuram cobrir as necessidades básicas das suas famílias, designada- mente, alimentação, vestuário, materiais escolares e utensílios domésticos, segundo deixaram expresso.

Alberto Bambi

Alberto Bambi

Recomendado Para Si

‎Palestra sobre Lei Contra a Violência Doméstica reúne mais de 200 funcionários do Porto do Lobito

por Jornal OPaís
31 de Março, 2026

‎‎Mais de 200 trabalhadores e membros do Conselho de Administração da Empresa Portuária do Lobito participaram, hoje, na Casa do...

Ler maisDetails

Concluída demolição de edifícios degradados em Luanda e Cuanza Sul

por Jornal OPaís
19 de Março, 2026

O Executivo angolano concluiu recentemente a demolição de três edifícios em estado avançado de degradação nas províncias de Luanda e...

Ler maisDetails

SODIAM prevê produzir 15 milhões de quilates de diamantes em 2026

por Jornal OPaís
12 de Fevereiro, 2026

O presidente do Conselho de Administração da SODIAM, Bravo da Rosa, informou, recentemente, que o país está a envidar esforços...

Ler maisDetails

Ministro da Energia e Águas avalia projectos em Malanje e Lunda Norte

por Domingos Bento
29 de Janeiro, 2026

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, realizou, nesta quinta-feira, 29, uma visita de constatação aos principais projectos...

Ler maisDetails

‎Caso clássico 91: FAF aplica derrota e multa ao 1.º de Agosto‎

2 de Abril, 2026

Aberta jornada Abril Jovem no país

1 de Abril, 2026

‎Comissão Multissectorial avalia condições para a realização da Missa Campal no Kilamba

1 de Abril, 2026

‎Novo Juiz presidente da Comarca da Cáala reafirma compromisso com a celeridade processual

1 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.