OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 25 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Apologia do equívoco

Jornal Opais por Jornal Opais
7 de Setembro, 2023
Em Opinião

Incontáveis são as páginas de histórias e estórias. As mundividências dãonos sempre um baluarte de ricos contos, romances, novelas, dramas, teatros e poesias para cantar as lágrimas mal choradas, de alegrias ou tristezas.

Poderão também interessar-lhe...

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Seja forte, Miguel! – Vidas de Ninguém (XX)

O princípio de uma só China é consenso geral da comunidade internacional

O poder disciplinar do empregador

Entre personagens reais e imaginárias, cada um busca a resposta do destino, o seu destino. Afinal, por mais perfeita que seja a encenação ou a tragédia, a incógnita permanece. Para onde vamos?

E porque a velha questão “de onde viemos” já foi bastante esgotada, a preocupação agora é o futuro.

Para onde vamos? Uns fingem saber a resposta. Alguns acreditam que de facto sabem o destino. Outros preferem ignorar a possibilidade de um fim.

A grande maioria não sabe coisa alguma sobre o destino da humanidade. Para onde vamos? Diogo, o manso. O adjectivo justificava o seu carácter, e o nome?

A história em volta do seu nome é enorme. Quem o nomeou Diogo? Os seus pais, foram os seus pais, sonava das largas bocas populares.

Foram os seus pais que o tornaram xará do Diogo “descobridor” de Angola, afirmavam as testemunhas inconsistentes. Conta-se que os seus pais acolheram a comitiva das caravelas, os futuros donos das terras inóspitas.

E, como a sua casa ficava à beira da foz do rio Zaire, quis o destino que tal acontecesse. E assim foi. Naquela época nascia Diogo.

Profundamente mergulhados na cultura local, não havia alternativas. O nome do bebé teria de fazer referência ao acto inusitado que marcou as circunstâncias do seu nascimento. Ukombe (visita), este seria o seu nome.

Mas a mãe não concordou, já que supervalorizava a cultura do pai do bebé em detrimento da sua. Dizia ela, carreguei-o por nove meses, então tem de carregar também o selo das minhas origens.

A disputa do casal era algo novo e surreal, porque contrariava a tradição. A submissão dita que a mulher deve sujeitar-se às decisões do homem.

O casal estava a viver a contramão da tradição. Talvez fosse o princípio da emancipação feminina.

A disputa acalorou-se ainda mais quando a mãe do bebé sugeriu o nome Kizua (a quem Deus enviou).

Obviamente, o pai opôs-se à decisão. Primeiro, porque acreditava em Suku e não em Deus. A diferença entre os dois seres? Só ele sabia explicar. Segundo, não concordava porque, na sua opinião, caso aceitasse, estariam a inverter-se os papéis, ou seja, seria como se ele fosse a mulher da relação.

Quem diria, que uma mera decisão significasse tanto para um homem. Não concordando, a solução veio da visita que assistia impávida a discussão do casal.

Vai chamar-se Diogo, tal como me chamo. Uma solução neutra para uma guerra de parentes e aparentes opostos.

E assim aconteceu. Ora, não era bem assim que as bocas populares contavam a história. Não foram os seus pais, foi o Diogo, seu xará, quem atribuiu o nome ao menino.

E tornou-se um grande Diogo. Diogo era sábio, quão sábio. Admiravam-se dele pela estatura e pela excelência das palavras que da sua boca saíam.

Para não falar da sua mansidão. Esbanjava simpatia por onde passasse. Há quem afirmava sentir o Diogo a pulsar dentro de si.

Estes eram geralmente comentários vindos de garotas apaixonadas e enamoradas por Diogo. Era belo de facto. Mas ao ponto de senti-lo mesmo sem tocar, eram somente percepções de corações apaixonados.

Por exigência do seu xará, Diogo tornou-se um homem de hábitos nobres, culto, sabedor da etiqueta na postura, vestimenta e nos convívios sociais.

Não chegou a conhecer nada da sua cultura a qual chamava cultura dos seus pais. Talvez tivesse razão, afinal, desde a sua nascença, o nome que carrega a sua identidade nada tinha a ver com a terra em que nascera.

Culpa da discussão dos pais ou das visitas enviadas por Deus? O destino da sua gente estava sobre si. Diogo tornou-se Presidente. Claro que ele não decidia sobre o destino transcendental de cada um.

Mas tinha influência directa sobre o destino terreno de cada um dos seus concidadãos. A cultura local não tinha peso, para chamálo a decidir pelos seus. Além disso, ele mesmo não se identificava com a tal.

A esperança residia na sua sabedoria, cultura e inteligência. Porém, que sabedoria, cultura e inteligência imperam diante negação de si mesmo e do seu destino comum?

Os dilemas da vida levam à assunção de apologias do equívoco. Conte uma delas!

 

Por: ESTEVÃO CHILALA CASSOMA

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Seja forte, Miguel! – Vidas de Ninguém (XX)

por Domingos Bento
24 de Abril, 2026

Enquanto esperava por uma amiga no Nosso Super do Golf II, um puto veio ter comigo. Traumatizado com os constantes...

Ler maisDetails

O princípio de uma só China é consenso geral da comunidade internacional

por Jornal OPaís
24 de Abril, 2026

Recentemente, o Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e Presidente da China, Xi Jinping, reuniu-se em Beijing...

Ler maisDetails

O poder disciplinar do empregador

por Jornal OPaís
24 de Abril, 2026

O mercado Angolano, está cada vez mais exigente, a produtividade e a disciplina organizacional são determinantes para a sustentabilidade das...

Ler maisDetails

O chamado do Papa ao coração de Angola

por Jornal OPaís
24 de Abril, 2026

A visita do Santo Padre a Angola ficará gravada não ape nas como um mo mento histórico, mas como um...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Projecto de Abastecimento de Água do Bita atinge 50% de execução e conclusão está prevista para Dezembro

24 de Abril, 2026

Embaixadores africanos reúnem-se em Pequim para debater oferta tarifária da China

24 de Abril, 2026

Sistema penitenciário de Benguela ganha fábricas para formação e reintegração de reclusos

24 de Abril, 2026

Ministros articulam promoção internacional do investimento no turismo em Angola

24 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.