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Protocolo como ferramenta de comunicação

Jornal Opais por Jornal Opais
24 de Fevereiro, 2023
Em Opinião

O Presidente Joe Biden realizou, hoje, uma visita surpresa à Kiyv. Durante as cerca de cinco horas que permaneceu na capital da Ucrayna, Joe Biden participou em várias cerimónias.

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Em todas elas, porém, Joe Biden fez uso de uma gravata com as cores da Bandeira da Ucrayna.

É, pois, sobre isso que falaremos. Qual é, afinal, o papel do protocolo como ferramenta de comunicação? O protocolo contemporâneo há muito deixou de se limitar à sua tradicional função de modelação normativa de actos e cerimónias, sejam eles de natureza pública ou privada.

O protocolo é, nos nossos dias, uma valiosa ferramenta de comunicação.

Por conseguinte, para um Director de Protocolo, a questão já não é apenas a de saber COMO organizar um evento, mas também O QUE se pretende transmitir com esse evento.

Obviamente, a mensagem a ser transmitida obedece a um prévio alinhamento com os responsáveis da Instituição organizadora do evento.

Logo, não é estranho que o conteúdo programático dos cursos de cerimonial e protocolo inclua módulos sobre comunicação.

É já um axioma que um evento não vale em si mesmo se não estiver ancorado numa dada estratégia comunicacional.

Nesse sentido, um evento “não comunicado” é como se, de facto, não tivesse acontecido! Parece até um exagero, mas essa é a realidade para que têm de despertar todos os profissionais de cerimonial e protocolo.

Voltando para a visita do Presidente Joe Biden, não passou despercebido o facto de ele ter usado uma gravata com as cores da Bandeira da Ucrayna: azul e amarelo.

A escolha dessas cores não terá sido, obviamente, aleatória.

Ela pretendeu transmitir a mensagem de solidariedade do Governo americano às autoridades de Kiyv, em face do conflito militar que opõe a Ucrayna à Rússia.

Essa não é, aliás, a primeira vez que o simbolismo das cores é usado, no protocolo, como elemento comunicacional.

Talvez o caso mais recorrente aconteça em cerimónias fúnebres. Por exemplo, aquando do funeral do Papa Emérito Bento XVI, foi notória a predominância da cor preta como elemento de manifestação de dor e pesar.

Na tomada de posse do Presidente Lula da Silva, vimos como, de forma engenhosa, foi suprida a ausência do Presidente Cessante, Jair Bolsonaro, no acto de entrega da Faixa Presidencial.

Assim, aquela faixa foi entregue por um grupo de pessoas.

Dentre elas, encontravam-se uma criança negra, uma indígena, uma mulher e uma pessoa portadora de deficiência.

A mensagem transmitida foi clara: a Faixa Presidencial foi recebida “das mãos” do Povo brasileiro.

Recentemente, Suas Majestades Os Reis da Espanha estiveram em Angola em Visita de Estado.

Nessa ocasião, a Assembleia Nacional realizou uma Sessão Solene que contou com a presença dos Reis.

Foi visível, na parte exterior do Palácio da Assembleia Nacional, a presença de vários grupos culturais, incluindo um grupo carnavalesco, que saudaram a chegada dos Reis.

O que a Alta Direcção do Parlamento pretendeu, então, comunicar, foi a rica e vasta diversidade cultural angolana, objectivo que julgamos ter sido alcançado a julgar pelo júbilo demonstrado pelos Reis.

Ademais, sete autoridades tradicionais, oriundas de várias partes do País, foram convidadas para a Sessão Solene e, no final, pousaram para uma foto com os Reis de Espanha.

Nos últimos Jogos Olímpicos de Tóquio, fomos testemunhas da sofisticação nipónica em matéria de organização de eventos.

Obviamente que isso comunicou algo positivo sobre o País. O contrário, obviamente, teria transmitido uma narrativa completamente diferente.

Portanto, é fundamental que, no Século XXI, haja uma visão holística do protocolo e que jamais se perca de vista a mensagem institucional que se pretenda transmitir.

 

Por: A. M. KYNTA 

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