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Vinde a mim, as criancinhas…

Jornal Opais por Jornal Opais
13 de Fevereiro, 2023
Em Opinião
Silhouette of children with balloon.

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Há uns dias pra cá, numa conversa com uns amigos que o tempo deu, perguntamo-nos se nos fosse dado a escolher entre receber dois milhões de dólares ou voltar a ter oito anos de idade com todo o conhecimento que hoje temos qual das opções haveríamos de preferir.

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Uns diziam que prefeririam o dinheiro porque com dois milhões de dólares todos os problemas da vida deles e de outras pessoas estariam resolvidos.

Outros preferiam ser criança e com todo o conhecimento que hoje têm porque decerto que chegariam a presidente da república.

Eu mesmo preferiria o dinheiro porque sendo criança com tudo o que sei, falando como gosto de falar sobre atrocidades incomuns e reivindicando em prol da justiça apanharia muito mais porrada do que apanhei no passado de verdade.

Eu gosto muito da inocência das crianças mas infelizmente ser criança numa terra onde quase todos os mais velhos andam a olhar pra cima, ser baixinho é complicado.

Não seria visto por eles e nem pelos próprios direitos das crianças.

Esses últimos são bem mais lembrados no mês de Junho e depois arquivados.

Mas querendo ou não elas são os melhores seres que existem nesse mundo e que se nos propuséssemos a cuidar delas convenientemente no processo de desenvolvimento decerto que teríamos adultos com menos perturbações existenciais.

A semana passada, a minha esposa e eu, levamos às meninas a um shopping onde, por via de algum gasto pecuniário, teriam alguma diversão.

Numa das alas só era permitida a entrada de crianças a partir de 5 anos de idade e a mais nova ainda só está com 4.

A irmã mais velhinha, para que permitisse a entrada da outra disse que ela já estava com 5 anos mas ela negou dizendo “não eu só tenho 4”.

Numa atitude puramente inocente acabou dizendo uma verdade totalmente inconveniente, “prejudicando-se”.

O que tem de tão bela a idade de ser criança também tem de irresponsabilidade.

Ao celebrar as minhas quatro décadas com um paralelismo igual entre o cronológico e o cognitivo a minha filha mais velha disse-me que não queria que eu completasse os 40 porque assim começo a ficar velho rápido.

Mais uma atitude de uma imaculada inocência. Se ela soubesse que em Angola para se ficar velho nem precisamos ter quarenta não proferiria tais premissas.

Pois, é da inocência das crianças que muitos de nós adultos precisamos para levar a vida avante como devíamos. Celebrarmos aniversários com mais vigor e ansiedade matinal, dizer algumas verdades necessárias e saber criar um ambiente salutar pese embora com alguma irresponsabilidade.

É a pureza das crianças que nos move. Não sei o que seria do mundo se a nossa vida começasse na fase adulta com toda a ira que temos pelos outros sem sabermos justificar.

Até Jesus disse: “Vinde a mim as criancinhas porque delas é o reino dos céus”.

 

Por: Edy Lobo

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