OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 21 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Ainda sobre o sistema de ensino angolano

Jornal Opais por Jornal Opais
26 de Abril, 2023
Em Opinião

Várias são as vozes que dizem, com alguma razão de ser, que Angola herdou o sistema de ensino do seu opressor colonial.

Poderão também interessar-lhe...

Entre o crescimento e o risco: a urgência da Medicina do Trabalho

Nsaku Nvunda e o Vaticano: uma lição diplomática para Angola e o mundo do século XVII – XXI

Carta do leitor: A vinda do Papa…

Nós, entretanto, pretendemos apresentar, nesta singela reflexão, uma visão que difere daquela que boa parte dos especialistas, entre os quais o historiador Anthony (2011), defende.

Quando os portugueses chegaram ao território que, depois de algum tempo, passou a chamar-se Angola, isto é, em 1482, depararam-se com povos administrativamente organizados, facto que, num primeiro momento, pode ser usado como prova de que sempre houve, antes mesmo da invasão portuguesa, um modelo de educação muito bem definido pelos autóctones, mesmo que à base da oralidade.

Os anos de alienação cultural, violências física e psicológica alteraram tudo isso, ou seja, substituiu-se, violentamente, o modelo de educação endógeno por aquele que eles mesmos diziam ser universal.

Hodiernamente, no entanto, sabe-se que não existe um único modelo de educação (cf.: Piletti, 2004; Neto, 2014), senão vários, dependendo das necessidades de cada povo.

Assim, não fazia parte da agenda político-económica de Portugal criar, na então colónia, um sistema de ensino que respondesse às necessidades dos autóctones e que os tornasse aptos para as exigências do mundo contemporâneo, pelo contrário, o objectivo sempre foi disseminar um sistema de alienação cultural e controle social que funcionasse nas estruturas de ensino que, com o passar do tempo, foram surgindo em Angola como é o caso da escola Salvador Correia, de 1919  uma vez que o ensino da época sempre teve como propósito iniciar os autóctones nos valores, na cultura e na cosmovisão do seu opressor, fazendo-os acreditar que os seus próprios valores eram, portanto, “arcaicos”, “rudimentares”, “selvagens”, “incultos”.

Com base nisso, pode dizer-se que Angola não herdou do colonizador português nenhum sistema de ensino (no sentido original, global), herdou, isto sim, um sistema de controle social, manipulação do imaginário colectivo, segregação social, etc.

Hoje, por exemplo, nota-se que, fruto das más políticas educativas vigentes no país, muitos são excluídos e desrespeitados, à semelhança do que ocorria na época colonial, pelo simples facto de falarem as suas próprias línguas nacionais.

Herdou-se, como se percebe, um sistema que valoriza a cultura do opressor e desvaloriza a do oprimido, daí que, para muitos angolanos hoje, falar Português é sinónimo de superioridade social, desenvolvimento cognitivo e avanço civilizacional, ao passo que falar

uma das línguas nacionais é, vezes sem conta, associado ao atraso mental e à selvajaria. Tudo isso prova que o actual “sistema de ensino” se serve das mesmas ferramentas de alienação cultural que o “sistema de ensino” colonial utilizava.

Logo, pela seriedade do problema, há necessidade de se alterar o quadro, pois não se admite, em pleno século XXI, pessoas a serem estigmatizadas por fazerem uso de uma língua que os identifica.

Precisamos de um Sistema de Ensino inclusivo, que agregue valores endógenos e que dê respostas práticas às necessidades dos angolanos, e não às de outro povo.

 

Por: famoroso josé

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Entre o crescimento e o risco: a urgência da Medicina do Trabalho

por Jornal OPaís
20 de Abril, 2026

Como médico, aprendi cedo que a saúde não se protege ape nas nos hospitais. Protege-se, sobre tudo, no local de...

Ler maisDetails

Nsaku Nvunda e o Vaticano: uma lição diplomática para Angola e o mundo do século XVII – XXI

por Jornal OPaís
20 de Abril, 2026

Quando Dom Antônio Ma nuel Nsaku Nvunda Encontra o Futuro da Igreja em Angola. Um diálogo imaginado entre séculos revela...

Ler maisDetails

Carta do leitor: A vinda do Papa…

por Jornal OPaís
20 de Abril, 2026
CARLOS MOCO

Ilustre coordenador do Jornal OPAÍS, saudações e votos de uma boa Segunda- feira. Sobre a vinda do Papa Leão, chefe...

Ler maisDetails

É de hoje…Os ‘recados’ do Papa são para todos

por Dani Costa
20 de Abril, 2026

Três dias depois de ter chegado a Angola, numa visita apostólica, que o leva hoje à província de Lunda-Sul, são...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Hospital Psiquiátrico do Lubango atendeu mais de 2 mil pacientes em três meses

20 de Abril, 2026

Executivo autoriza 68 milhões de dólares para construção do Hospital Geral do Soyo

20 de Abril, 2026

Avaliada prontidão das forças para recepção do Papa Leão XIV na Paróquia Nossa Senhora de Fátima

20 de Abril, 2026
Foto de:  Virgílio Pinto

Papa Leão XIV aterra em Luanda proveniente da Lunda-Sul

20 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.