O secretário da Ordem dos Pastores Evangélicos de Angola (OPEA), Salatiel Catengue Chingue, mostrou-se indignado com a crescente onda de abusos sexuais contra menores, perpetrados por líderes religiosos um pouco por todo o país.
Na província da Huíla, o último caso foi registado no município da Palanca, onde o líder da Igreja Internacional de Milagres Amor e Compaixão, Nelson Fernandes Sampaio, conhecido como “Profeta Israel”, de 53 anos de idade, está a ser acusado de ter abusado de seis menores durante quatro anos.
De acordo com o responsável, estas práticas não só mancham o nome de todas as igrejas evangélicas, como também criam fobia de pastores no seio das vítimas, que passam a não querer qualquer ligação com igrejas.
“Com muita tristeza, a OPEA reprova e condena actos do género. Temos a lamentar, e é muito triste, porque este comportamento mancha a classe, mancha a igreja e mancha o próprio reino. Estas meninas ficam traumatizadas com a igreja; para elas, qualquer figura de pastor pode parecer igual. Estamos tristes com o comportamento desta pessoa”, afirmou.
Por outro lado, o interlocutor informou que a tarefa da igreja não é apenas anunciar o evangelho, mas também servir de exemplo, já que a sociedade vê os pastores, padres e outros ministros como pessoas que “não podem falhar”.
“Quando essa pessoa, que a sociedade vê como perfeita, falha, então desacredita toda a estrutura. Ainda que seja apenas uma pessoa a falhar, julga-se que todos são iguais, como se todos tivessem cometido o mesmo. Aqui na Huíla há muitos pastores que trabalham de forma independente; a OPEA está precisamente para ajudar os pastores a não cometerem erros teológicos e sociais”, disse.
João Katombela, na Huíla







