O Papa Leão XIV realiza, de 18 a 21 do mês em curso, uma viagem apostólica a Angola, onde passará por duas dioceses e uma arquidiocese, nomeadamente Luanda, Saurimo e Icolo e Bengo.
Para o efeito, estão mobilizados 700 peregrinos, sendo 200 da Diocese do Namibe e 500 da província eclesiástica do Lubango.
O bispo da Diocese do Namibe, Dom Dionísio Hissilenapo, destaca a importância da visita do Papa Leão XIV a Angola, bem como as relações diplomáticas entre o Reino do Congo e a Santa Sé, com a criação do primeiro embaixador do reino, cujos restos mortais repousam numa das igrejas mais importantes de Roma.
“Angola tem um papel muito importante no contexto regional e da África Subsaariana, porque é daqueles países que receberam o Evangelho logo no início. Em 1491, foram realizados os primeiros baptismos na nossa própria terra. E não é só isso: Angola tem uma relação com o Vaticano muito antiga, porque é o único país em que um reino em África teve um embaixador em Roma. Por isso, acreditamos que, de 18 a 21 deste mês, Angola estará na boca do mundo”, disse.
Por outro lado, o prelado católico disse que Angola é abençoada por ser um país que recebeu a visita de três papas, a começar por Papa João Paulo II e Papa Bento XVI, o que representa a fé do povo angolano.
Dom Dionísio Hissilenapo afirmou que, para a deslocação dos peregrinos do Namibe a Luanda, a Arquidiocese conta com o apoio do Governo Provincial.
“Estivemos reunidos com os membros do Governo Provincial, bem como com o comandante provincial da Polícia Nacional, para estudar como os peregrinos hão-de partir daqui para Luanda. Pela conversa que tivemos, temos a certeza de que teremos um grande apoio do Governo Provincial”, revelou.
O vigário-geral da Arquidiocese do Lubango, Padre Maurício Domingos Kapembe, disse que, depois de concluída a fase de cadastramento de todos os fiéis oriundos de vários grupos religiosos, o processo está agora na fase de mobilização de meios logísticos para a romaria a Luanda.
“A visita do Santo Padre a Angola terá um impacto muito grande. Inicialmente, podemos falar do impacto pastoral, porque é uma visita pastoral, e também tem um impacto espiritual, por se tratar de um líder espiritual mundialmente reconhecido. Mas também é possível dizer que esta visita tem um impacto social, porque será um momento de alegria, de encontro e de aproximação a nível do Estado, uma vez que o Santo Padre é chefe do Estado do Vaticano”, explicou.
Por outro lado, o Padre Maurício Domingos Kapembe informou que era vontade dos fiéis católicos da província eclesiástica do Lubango receber o Santo Padre no seu território, como aconteceu em 1992 com o Papa João Paulo II. Ainda assim, sentem-se abraçados pelo líder mundial da Igreja Católica.
Por: João Katombela, na Huíla







