O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, disse, nesta terça-feira, que o jovem que tentou aproximar-se do Papa Móvel na sua primeira aparição pública em Luanda está a ser investigado pelas autoridades competentes.
O caso, que gerou alguma atenção pública durante a passagem da caravana papal, foi comentado pelo responsável durante uma abordagem à imprensa, onde esclareceu que a situação não tem contornos de segurança grave.
Segundo Francisco Pereira Furtado, trata-se de um episódio associado ao “excesso de entusiasmo” de um cidadão durante um evento de grande dimensão e forte carga emocional.
“Como sabe, neste tipo de eventos há também algum entusiasmo de pessoas que querem aparecer”, referiu o ministro, sublinhando que o comportamento do jovem deve ser analisado nesse contexto.
O governante reconheceu, no entanto, que houve falhas no dispositivo de segurança na zona externa da viatura papal, o que permitiu a aproximação do cidadão.
“Temos que admitir que houve uma falha dos seguranças na parte externa da viatura que permitiram que ele chegasse até à viatura”, disse, acrescentando que já estão a ser tomadas medidas para corrigir os erros identificados.
Apesar do incidente, Francisco Pereira Furtado descartou qualquer intenção de atentado ou situação de risco.
“Não houve nada de anormal, não houve nenhuma tentativa de atentado. É o excesso de entusiasmo de um cidadão, de um cristão, que provavelmente queria estar próximo ao Papa”, afirmou.
Quanto à situação actual do jovem, o responsável pela Casa Militar não confirmou se o mesmo se encontra detido, remetendo a decisão para os órgãos competentes.
“Não posso dizer, porque é um tratamento a ser feito pelos órgãos competentes. Mas não há nada de anormal”, esclareceu.









