Cidadãos confrontaram, no último fim-de-semana, o governador de Benguela com uma série de situações que têm afectado as suas comunidades, destacando, entre outras, deficiências na distribuição de água e energia, criminalidade e desemprego. Manuel Nunes Júnior anunciou uma carteira de investimentos avaliada em cerca de 70 mil milhões de kwanzas para 2026, com a qual espera garantir “um próspero ano novo” para os cidadãos, conforme admitiu em declarações à imprensa, no final de uma jornada que o levou a per correr vários bairros peri-urbanos
O governador de Benguela decidiu, na abertura de 2026, andar por bairros e artérias da cidade a auscultar cidadãos, sobretudo aqueles que se achavam na via pública, não tendo faltado introdução em algumas residências, naquilo que se convencionou chamar de “governação aberta e de proximidade”. A ideia, tal como justificou uma fonte governa mental, é que o governante esteja ao corrente dos problemas do cidadão no dia-a-dia, ouvindo na primeira pessoa.
No diálogo com os cidadãos, entre taxistas, lavadores de carro, engraxadores, vendedores ambulantes e não só, ficou evidente a falta de emprego, deficiência no fornecimento de energia eléctrica e má-distribuição de água potável. Cidadãos expuseram as dificuldades por que passam e ao governador, economista de profissão, foi-lhe, de resto, dado nota de que os 500 /1 000 kwanzas de lucro diário fica muito aquém, não estivesse a inflação em Angola descontrolada. O segmento de engraxadores
solicitou ao governador a cons trução de mais uma cabine, espaço onde eles se têm acomoda do, pois as duas lá existentes não estão a dar resposta, face ao nú mero de profissionais existentes: Seis ao todo. Engraxadores pederam a Nunes Júnior que os apoie com escovas, pomadas e anelina, produtos de que precisam pa ra o exercício. “Não há disponível, não conseguem comprar?”, questionou o governante.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









