Angola continua a ser um país maioritariamente cristão, com predominância de católicos e protestantes, mas os dados definitivos do Censo Geral da População e Habitação 2024 revelam também um aumento significativo de cidadãos que se declaram sem religião
As estatísticas, divulgadas esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que, dos 34,5 milhões de habitantes recenseados, 15,26 milhões identificam-se como católicos, enquanto 12,02 milhões pertencem a denominações protestantes. No conjunto, estes dois grupos representam cerca de 79% da população, o que confirma o peso histórico do cristianismo no país.
O levantamento evidencia, contudo, uma tendência relevante, nomeadamente 3,96 milhões de angolanos (11,5%) afirmam não seguir qualquer religião, o que sinaliza uma mudança no perfil religioso da sociedade. Outros 2,2 milhões de cidadãos (6,4%) declararam integrar outras confissões cristãs ou grupos não especificados.
Entre as religiões minoritárias, destacam-se os muçulmanos, com 138.562 fiéis, seguidos dos praticantes de crenças animistas (44.851) e da comunidade judaica, que soma 35.277 membros. O relatório indica ainda que cerca de 825 mil pessoas optaram por não responder à questão sobre filiação religiosa.
Os dados constam do relatório oficial do Recenseamento Geral da População e Habitação 2024, disponível no portal do INE, e confirmam a diversidade de crenças existente no país. O documento sublinha que a liberdade de religião e de culto é garantida por lei em Angola, e reflecte o caráter plural da sociedade.









