Por; João Katombela, na Huíla
José Filipe Cacoco Diliqui e David Sandambongo Lundemba, amigos e colegas de carteira, ambos com 25 anos de idade, seminaristas da província eclesiástica do Lubango, foram mortos na noite de 7 de Fevereiro do ano passado, no bairro Calumbiro, nos arredores da cidade capital da província da Huíla, por indivíduos até hoje não identificados.
Os corpos dos dois seminaristas foram encontrados a pouquíssimos metros da casa da irmã de José Filipe Cacoco Diliqui, uma das vítimas mortais, num acto que abalou a cidade do Lubango e a Igreja Católica.
Entretanto, dias após o sucedido, o Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), numa conferência de imprensa realizada no Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, apresentou um padre como um dos suspeitos da morte dos dois seminaristas, que frequentavam o curso de Teologia no Seminário Maior do Jau.
Volvido um ano, a família continua a buscar respostas, numa altura em que tem início hoje, no município de Chicomba, a tradicional cerimónia de tira-luto, evento que encerra o período de luto entre os Ovimbundu.
Em entrevista à reportagem do O PAÍS e da Rádio Mais/Huíla, os irmãos Diliqui pedem a intervenção de todas as entidades competentes para o esclarecimento do caso.
De acordo com as investigações destes dois órgãos de comunicação social do grupo Media Nova, o processo continua sob investigação, apesar de já ter sido remetido ao Ministério Público (MP), junto do Tribunal da Comarca do Lubango.









