A directora do Capital Humano do Grupo Carrinho, Edna António, afirmou que a sua instituição tem disponível cerca de dez tomadas de bens diversos, entre alimentares e de higiene, para as vítimas das cheias, sendo que, por ora, atende apenas a uma situação muito relativa às vítimas das cheias no Lobito. Embora não tivessem revelado pacote financeiro envolvido, os bancos BCI e Keve prometem financiar a construção de centenas de casas destruídas, na sequência das enxurradas.
Edna António refere que a doação de hoje, sábado, 18, surge na sequência de uma promessa feita há duas semanas, na sequência das cheias do Lobito, em consequências das fortes chuvas que se abateram sobre o município, que resultaram na morte de pessoas e destruição de dezenas residências. “Como era uma iniciativa que já estava prevista, decidimos não descontinuar. Fazer então a entrega desses bens às nossas populações que estão profundamente afectadas”, frisou a directora do Capital Humano do Grupo Carrinho, depois de ter procedido à entrega de bens diversos à Administração Municipal do Lobito, ao acrescentar que, em relação a Benguela, já se atendeu, em termos de apoio, 50 por cento daquilo que, inicialmente, estava previsto.
Na mesma ocasião, procedeu-se ao lançamento do projecto de construção de habitações apoiados pelos bancos Keve, BCI, instituições ligadas à Carrinho, e Viva Seguros, no âmbito de uma união conjunta a pensar nas vítimas de cheias.
O director do BCI para Área do Agro-negócio, Ferreira Cavissucua, afirmou que, no âmbito da sua responsabilidade social, a sua instituição definiu um pacote financeiro para apoiar a construção e reconstrução de residências, em consequência das chuvas, ocorridas no dia 5 de Abril deste ano.
O responsável não revelou o valor do pacote financeiro, ante à insistência da imprensa, porém Ferreira Cavissucua limita-se a reiterar o objectivo do aludido pacote. Também não se refere a número de casas a serem contempladas, por entender que os números não são estáticos. “O de construir e reconstruir as residências das famílias que foram afectadas”, projecta, ao assegurar estar em curso um processo de alinhamento com a Administração Municipal do Lobito para não se voltar a erguer determinadas residências nos mesmos locais, uma vez que as autoridades têm catalogados como “zonas de risco”.
“A princípio, nós, BCI, iremos realizar sempre essas acções em alinhamento com a administração”, sublinha.
Por sua vez, a gerente do Banco Keve Agência de Benguela, Ieda Martins, declarou que se juntam à causa para apoiar muitas famílias que perderam as suas residências e/ou destruídas. Tal como a direcção do BCI, Ieda Martins também não revela o orçamento previsto no pacote da sua instituição bancária para apoio às vítimas e diz que aguardam por trabalho a ser feito pela Administração Municipal do Lobito, que tem à testa Carlos Pacatólo.
“Portanto, o Banco Keve já tem disponível(dinheiro) para o apoio. Aguardamos sim, em concertação com a Administração Municipal, os montantes e valores e também os locais onde serão construídas e feitas essas acções”, salienta.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









