As chuvas que se fazem sentir no interior da província aumentaram o caudal do rio Cavaco, a ponto de terem destruído diques de protecção, tendo as águas invadido dezenas de bairros. As correntezas das águas não pouparam instituições públicas. As autoridades e cidadãos fazem contas à vida face ao cenário catastrófico vivido.
Constantino Eduardo em Benguela
Informações preliminares apontam que, por ora, os bairros do Cotel, Calomamga, Condurem, Tchipiandalo, Kawango, para citar apenas estes, são os mais afectados. Autoridades estão no terreno a fazer um levantamento dos danos, confirmam a morte de uma criança, enquanto milhares de moradores lançam grito de socorro face à situação desoladora. Até à altura em que expelíamos esta peça, estava cortada a circulação Benguela/Lobito, tanto rodoviária quanto ferroviária.
Cidadãos voltam a reportar cenários desoladores que vivem, neste momento, nos seus bairros. As águas do rio Cavaco romperam diques de protecção deixando, por onde passam, residências destruídas e móveis, em consequência de inundações de casas, para além de terem sitiado milhares de pessoas.
Os bairros do Tchipiandalo e Kawango nunca antes tinham vivido um cenário dessa natureza, em que as correntezas das águas do rio tivessem sido tão brutas a ponto de invadir aquelas circunscrições, adstritas à zona F. Ao telefone, um morador, que responde pelo nome de Chinho, que se encontrava no meio de água, pontualizou que os moradores estão empenhados numa empreitada de enchimento de sacos com areia da praia, para evitar que as águas penetrem nas suas residências, ao mesmo tempo que a comunidade se reuniu para desviar a água da paróquia da Santa Mónica, afecta à Igreja Católica.









