As seguradoras, fundos de pensões e sociedades gestoras de fundos de pensões reportaram à Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) 331 reclamações de clientes no II semestre de 2025, número que, no entanto, representa uma queda de 13 por cento em comparação com o período homólogo de 2024.
O total de reclamações foi reportado por 21 seguradoras, bem como por 19 entidades gestoras de fundos de pensões e sociedades de fundos de pensões.
De acordo com o Relatório de Gestão de Reclamações do II Semestre de 2025, apresentado ontem em Luanda, no universo do relatório, da lista das dez seguradoras que mais reclamações receberam destacam-se a Global e a Nossa Seguros, com 56 por cento, respectivamente, seguindo-se a ENSA, SALAM Alliance, Fidelidade e o BIC Seguros. Entretanto, são também estas que demonstraram maior capacidade de resolução de casos.
Tipos de reclamações mais frequentes
De acordo com o técnico Bráulio Cristóvão, que fazia a apresentação do Relatório de Gestão de Reclamações, entre os tipos mais apresentados pelos tomadores de seguros destacam-se a morosidade na resolução de sinistros e a falta de cumprimento do dever de informar correctamente os clientes sobre a existência do seguro, bem como o não cumprimento rigoroso da lei e o atraso no pagamento das pensões.
ARSEG mediou mais de 50 processos no referido período
Importa referir que a ARSEG mediou 57 processos no II semestre de 2025, representando um aumento de 8 por cento em relação ao período homólogo de 2024. Cerca de 70 por cento destas reclamações foram feitas via carta.
O ramo Não Vida é o que maior número de reclamações recebeu, com 92 por cento do total, sendo o seguro automóvel o tipo de seguro mais reclamado no período em análise.
Segundo Bráulio Cristóvão, numa análise relativa do grau de insatisfação, em cada 100 apólices emitidas, uma é alvo de reclamação.








