A “fórmula” que o Governo encontrou para confortar as crianças vítimas das cheias foi levar o acto central provincial do dia 1 de Junho ao centro de acolhimento, na qual as autoridades estimam haver perto de mil crianças. O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, assume «trabalho sério» para reintegração social dos petizes, numa altura em que pais e encarregados de educação continuam a reclamar por documentos pessoais devido à perda dos mesmos nas cheias de 12 de Abril. A De legação da Justiça e dos Direitos Humanos fez saber uma campanha especial para os sinistrados
Governador de Benguela levou brincadeira às crianças sinistradas, num gesto de reconforto face ao momento dramático por que passaram, na sequência do transbordo do rio Cava co. No Novo Campismo, desactivado que está o antigo, o governante envolveu-se também em brincadeiras com os petizes para, durante algumas horas, te rem um dia diferente.
Ao tomar a palavra, Manuel Nunes Júnior assumiu o compromisso do Governo Local para o cumprimento dos direitos da criança, à luz do que as leis e as Nações Unidas estabelecem. Governador de Benguela admite «trabalho sério» para que mais de mil famílias possam ser reintegradas e, por conseguinte, voltarem a ter a sua vi da normal, semelhante à que tinham antes de a tragédia as ter batido às portas de casas, destruindo-as.
“Quando se trabalha com vontade, os resultados aparecem”, sublinhou o governante, ao salientar “vamos trabalhar para que a vossa presença aqui, nesse sítio, não seja por muito tempo”. Júnior admite haver muito trabalho pela frente para a mate rialização dos 11 compromissos da criança e manifesta-se insatisfeito por ainda haver um número significativo de crianças fora do sistema de ensino e outras que, volta-e-meia, são vítimas de violência doméstica. “Ainda há crianças expostas ao trabalho infantil, ao abandono”.
Uma outra preocupação avançada pelo governador Manuel Nunes Júnior tem que ver com o número de crianças-de-rua. Em relação a esse ponto, o Governo lembra, no entanto, ter em carteira a materialização de um plano que se consubstancia, fundamentalmente, na retirada de um sem números de crianças das ruas de Benguela, sendo que, para o efeito, está em curso a construção de um centro afim.
“Estas crianças estão totalmente desprotegidas. E nós, como adultos, temos de fazer alguma coisa para resolver esse problema”, adverte o governa dor de Benguela. Manuel Nunes Júnior promete estreitar cooperação entre o Governo de Benguela e os parceiros sociais, entre igrejas, empresários e membros da sociedade civil, para garantir melhores condições de vida às crianças. “Queremos que as nossas crianças cresçam protegidas e felizes”, manifesta.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela








