Um total de 500 mil jovens, de todo o país, vão beneficiar, a partir deste mês até o ano de 2030, do Projecto de Emprego e Oportunidades para Jovens em Angola (Jovem Mais), lançado, esta terça-feira, em Luanda, pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), através do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP).
O programa garante aos jovens várias oportunidades de emprego e melhoria das suas condições de vida, através de um financiamento do Banco Mundial, estimado em 250 milhões de dólares.
Durante o acto de lançamento, a ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), Teresa Rodrigues Dias, fez saber que o projecto serve para melhorar o acesso, dar oportunidades de emprego e de rendimentos aos cidadãos, por meio de componentes específicas que atendem a diversas iniciativas, conforme as necessidades de cada região.
Segundo a governante, o programa vai ser implementado no período de 2026 a 2030 e foi materializado por via da Agenda Nacional de Emprego, aprovada pelo Decreto Presidencial n.º 226/23, de 5 de Dezembro, que prevê a diversificação das acções de acesso ao emprego e, sobretudo, elevar a participação dos cidadãos na criação do próprio emprego e aumentar a incidência das políticas activas do mercado de trabalho.
A governante esclareceu que o Projecto Jovem Mais faz parte de uma coordenação política e estratégica, coordenada pelo MAPTSS, com a participação dos Ministérios do Planeamento, Finanças, Acção Social, Família e Promoção da Mulher, e da Juventude e Desportos.
Geração cheia de energia
A ministra reconhece que a juventude angolana representa a maior força demográfica do país, sendo uma geração cheia de energia, criatividade, ambição e vontade de contribuir para o desenvolvimento, mas que enfrenta desafios significativos relacionados com o acesso ao emprego, qualificação profissional e oportunidades económicas.
Teresa Rodrigues Dias explicou que o projecto serve precisamente para responder a estes desafios que o Executivo, liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, procura enfrentar no contexto do desemprego.
Conforme explicou, os estudos realizados para a implementação deste projecto identificaram restrições do lado da oferta e da procura de trabalho, falta de incentivos às empresas no processo de inserção dos jovens recém-formados no mercado de trabalho, desajustes de competências técnicas e comportamentais necessárias para o trabalho e baixa produtividade.
O estudo previu ainda baixa qualidade nos empregos existentes e dificuldades enfrentadas por mulheres na inserção no mercado de trabalho, em comparação com o género masculino.
O referido estudo foi relevante e identificou desafios importantes que afectam a juventude, entre os quais a necessidade de uma estratégia multissectorial de criação de emprego, aumento da produtividade, reforço das políticas activas de emprego e maior investimento no capital humano jovem.
Por esta razão, referiu a ministra, foi a partir dessas recomendações que surgiu esta grande iniciativa nacional, estando igualmente alinhada com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027 e com a Agenda Nacional de Emprego, reforçando a visão do Executivo para a diversificação económica, desenvolvimento do capital humano e promoção do emprego produtivo.
O objectivo principal, revelou, é melhorar o acesso dos jovens angolanos a oportunidades de rendimento, emprego digno e empreendedorismo sustentável.
“Estamos perante um dos maiores investimentos alguma vez realizados em Angola, especificamente direcionados para a promoção da empregabilidade juvenil, que vai beneficiar mais de 500 mil jovens em todo o território nacional”, afirmou a ministra.
Dentre os beneficiários, esclareceu, pelo menos 40% serão mulheres e 6% pessoas com deficiência, reflectindo o compromisso do Governo com a inclusão social, igualdade de oportunidades e redução das desigualdades económicas e sociais.








