O Porto do Lobito registou, no primeiro semestre deste ano, a movimentação global de 869, 376 mil toneladas de mercadorias diversas e a atracagem de mais de 170 navios.
Os resultados económicos e produtivos do período foram apresentados nesta sexta-feira (3), pelo director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Controlo de Gestão (GEPCG), Victorino Ângelo, numa assembleia que reuniu cerca de 300 colaboradores no pavilhão da Casa do Pessoal.
Segundo uma nota enviada hoje ao Jornal OPAÍS, comparativamente ao mesmo período de 2025, em que atracaram no Porto do Lobito 198 navios e foram movimentadas 862, 643 toneladas, o primeiro semestre de 2026 registou um crescimento no volume de carga, com um acréscimo de 6.733 toneladas movimentadas.
Por outro lado, sublinha o documento, verificou-se uma redução no número de embarcações que escalaram o porto, o que evidencia uma maior concentração de carga por navio e o aumento da eficiência operacional em terra.
De igual modo usou da palavra o administrador executivo Romao Andrade que prestou esclarecimentos sobre os progressos registados no que tange as regalias e condicoes de trabalho do capital humano,reafirmando o compromisso do CA na implementacao dos acordod estabelecidos com a Comissao Sindical.
Durante o encontro, o presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rodrigues de Lemos Rosas, reconheceu o esforço colectivo e apontou o Corredor do Lobito como a espinha dorsal do crescimento da empresa.
“Apesar de este balanço ainda ser provisório, ele demonstra o nosso potencial. Temos tudo para nos consolidarmos como um dos melhores portos do mundo, mas para isso temos de continuar unidos e focados em fazer de Benguela e de Angola uma terra de prosperidade”, afirmou o gestor.
Para sustentar essa rota de crescimento e elevar o nome de Angola além-fronteiras, o PCA assumiu o compromisso de focar na coesão interna e estabeleceu metas operacionais imediatas. Entre as prioridades da administração estão a conclusão dos trabalhos de dragagem, que já se encontram na fase final, e a contínua valorização do capital humano, através de programas de formação, actualização progressiva das categorias profissionais e promoção das carreiras.
Celso Rosas reforçou que o espírito de equipa deve ser blindado contra qualquer divisão, sublinhando que a produtividade actual só foi possível porque a força de trabalho operou em total sintonia. O líder da empresa insistiu que os desafios globais do sector exigem que o porto funcione como uma engrenagem única, onde o diálogo aberto e a entreajuda diária entre as chefias e a base sejam a regra para manter a empresa competitiva.
Por sua vez, os trabalhadores expressaram grande satisfação com o desempenho alcançado no semestre, manifestando orgulho pelo volume de carga movimentado. O sentimento geral foi de superação, uma vez que os resultados foram obtidos mesmo num cenário desafiante de fraca navegação e menor frequência de rotas marítimas na região, o que valorizou ainda mais a eficiência de cada equipa em terra.
A reunião encerrou com um espaço aberto a perguntas e respostas, proporcionando um debate dinâmico e participativo.
“Os colaboradores aproveitaram o momento para esclarecer dúvidas sobre as progressões de carreira e as próximas fases do Corredor do Lobito, num diálogo transparente em que o conselho de administração respondeu prontamente às inquietações, selando o compromisso mútuo de união para o resto do ano”, lê-se na nota.






