Os trabalhadores da Empresa Portuária do Lobito participaram, nesta quarta-feira, 10, de Junho, numa formação avançada sobre “Espionagem, Risco, Prevenção e Medidas Sancionatórias”.
Segundo uma nota enviada ao OPaís, o evento, que decorreu numa das unidades hoteleiras da cidade, surge num momento de forte expansão do Corredor do Lobito, onde a salvaguarda do património infraestrutural e a segurança da informação se tornaram prioridades absolutas.
Ainda de acordo com o documento, na abertura da acção formativa, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Celso Rodrigues de Lemos Rosas, destacou a importância de alinhar a organização com os padrões globais. “Esta formação enquadra-se no compromisso permanente da Empresa Portuária do Lobito com as melhores práticas internacionais de governação corporativa, gestão de riscos e segurança institucional”, afirmou.
Ao dirigir-se aos presentes, o gestor alertou para a responsabilidade partilhada na protecção da empresa, lembrando que a cultura de segurança se constrói diariamente com disciplina e ética.
“O desenvolvimento sustentável do Porto e a consolidação do nosso posicionamento estratégico dependem da nossa capacidade colectiva de proteger os activos mais valiosos da organização: a informação, o conhecimento e as pessoas”, sublinhou o PCA, convicto de que o encerramento desta acção resultará no “reforço da nossa cultura de integridade, vigilância e responsabilidade institucional”.
Durante os trabalhos, os painéis temáticos aprofundaram os desafios operacionais e legais da segurança corporativa, sob a prelecção única do Administrador de Segurança, Ambiente, Infraestrutura e TIC, Cristiano Sobrinho.
Na sua abordagem, o administrador executivo demonstrou como hábitos quotidianos — como o uso de dispositivos pessoais ou a partilha de documentos por mensagens de texto — expõem a empresa a ataques destrutivos.
Durante a formação, o prelector detalhou os mecanismos de mitigação de riscos, os canais de denúncia interna e o enquadramento legal das infracções, alertando para as severas consequências disciplinares e criminais decorrentes da violação do sigilo profissional.
“A contra-espionagem e a prevenção de riscos não visam criar um ambiente de desconfiança, mas sim blindar a nossa instituição contra ameaças que podem comprometer anos de investimento económico. Cada trabalhador tem de saber identificar um comportamento suspeito e compreender o impacto devastador que a partilha indevida de dados pode ter na soberania do nosso porto e do próprio país”, explicou o Administrador e prelector da acção.
No encerramento, os directores, chefes de Departamentos e Técnicos de várias áreas do Porto do Lobito comprometeram-se a replicar os conhecimentos adquiridos nos seus respectivos departamentos. O objectivo é criar uma “cultura de segurança partilhada” que envolva desde o pessoal administrativo até aos operadores de cais e técnicos.
“Com esta iniciativa, a administração da empresa reiterou que a capacitação contínua do capital humano é o escudo mais eficaz para garantir que a infraestrutura continue a ser um motor de desenvolvimento seguro, fiável e competitivo para Angola e para a África Austral”, lê-se na nota.








