O Serviço Penitenciário revelou que Angola conta actualmente com mais de 28 mil reclusos, entre condenados e detidos em prisão preventiva, dos quais cerca de 20% estão integrados em programas de trabalho e formação profissional
Os dados foram apre sentados ontem, pelo comissário prisional Cristóvão Inocêncio dos Anjos, durante uma mesa-redonda dedicada aos de safios da humanização, reabilitação e reintegração social dos reclusos, realizada em Luanda. Mais de 28 mil cidadãos encontram-se actualmente privados de liberdade nos estabelecimentos prisionais do país, revelou, indicando que aproximadamente 20% da população reclusa participa em actividades laborais e de formação profissional como parte do processo de reinserção social.
Os reclusos desenvolvem actividades em diversas áreas produtivas distribuídas pelos estabelecimentos penitenciários do país, destacando-se a agricultura, carpintaria, ser ralharia, tipografia, fabrico de blocos, produção de colchões e pecuária.
Cristóvão dos Anjos explicou que cada unidade prisional possui especializações próprias, permitindo que os reclusos adquiram competências profissionais enquanto cumprem pena. “No estabelecimento penitenciário de Benguela temos tipografia, fábrica de blocos, fábrica de colchões, além da actividade agropecuária, com criação de suínos e galinhas.
Em Viana e no Bengo funcionam oficinas de carpintaria e serralharia, enquanto a agricultura continua a ser a actividade que integra o maior número de reclusos”, afirmou.
Questionado sobre os níveis de reincidência criminal, Cristóvão dos Anjos evitou avançar estatísticas, defendendo que o sucesso da reinserção não depende apenas do sistema prisional. Segundo explicou, a reabilitação é um processo contínuo e condicionado pelo ambiente social para onde o antigo recluso regressa após cumprir a pena.








