Cidadão foi detido em cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público, mas acabou colocado em liberdade mediante Termo de Identidade e Residência
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), no município de Quilengues, província da Huíla, deteve, na passada sexta-feira, um cidadão nacional, de 42 anos, acusado de ser o principal suspeito do furto qualificado de mais de 14 cabeças de gado bovino, provenientes do município das Cacimbas, província do Namibe.
Zeferino Tchinga Tchicuele Calume foi detido em cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público, por alegado envolvimento no furto de mais de 100 cabeças de gado bovino, das quais 14 terão sido encontradas na posse do comandante municipal da Polícia Nacional em Quilengues, superintendente Ângelo Paulino Cabinda.
Segundo uma fonte do OPAÍS junto do SIC, o acusado terá confessado a prática dos actos de que é suspeito e alegadamente implicado os comandantes municipais de Camucuio, no Namibe, e de Quilengues, na Huíla.
Os animais terão sido furtados na sequência de um conflito entre criadores das comunidades Kuvale e Nhaneka, nos municípios das Cacimbas e Camucuio, relacionado com a disputa por água para o abeberamento do gado. O conflito terá provocado a deslocação de vários criadores para zonas próximas, entre as quais o município de Quilengues.
De acordo com o Processo Crime n.º 71545/2025, do Ministério Público, pesam sobre o acusado suspeitas da prática do crime de furto qualificado de 14 cabeças de gado bovino.
A detenção foi confirmada hoje ao OPAÍS pelo advogado do acusado, Canuela Mandele Ndugula, que informou que o seu constituinte foi colocado em liberdade no princípio da tarde, depois de ouvido por uma juíza de garantias no Tribunal da Comarca de Quilengues.
A magistrada aplicou ao acusado a medida de coacção menos gravosa, traduzida no Termo de Identidade e Residência (TIR), com a obrigação de apresentação periódica às autoridades.
Entretanto, relativamente à alegada confissão do detido, que aponta para o suposto envolvimento dos comandantes municipais de Quilengues e Camucuio, não foi ainda esclarecida a posição da juíza de garantias, tendo em conta a fase em que o processo se encontra.
Por: João Katombela, na Huíla





