Uma cidadã nacional, de 62 anos de idade, foi morta no interior da sua residência, na centralidade Fernando Faustino Muteka, no município da Caála, província do Huambo, num crime que, segundo o SIC, terá sido motivado pela tentativa de encobrir um alegado esquema de burla relacionado com a venda de apartamentos.
O caso ocorreu a 19 de Junho e envolve quatro suspeitos, entre eles uma mulher de 40 anos, amiga da vítima, apontada como mandante do homicídio e já detida pelas autoridades.
De acordo com o subinspector de Investigação Criminal, Abel Cangombe, a cidadã de 40 anos, apontada como mandante, fazia-se passar por funcionária da entidade responsável pela distribuição de apartamentos nas centralidades da Caála, Bailundo e Lossambo e, para concretizar os negócios, utilizava a vítima como intermediária junto dos clientes.
Segundo o SIC, os compradores depositavam os valores na conta bancária da mulher de 62 anos, sem nunca conhecerem a alegada vendedora. No entanto, como os apartamentos nunca eram entregues, os clientes passaram a exigir explicações à vítima.
Perante a pressão constante, a mulher acabou por fornecer aos clientes o contacto da suspeita, esclarecendo que apenas recebia os depósitos e os transferia para a conta da alegada burladora.
A partir desse momento, sublinha o subinspector, os compradores passaram a pressionar directamente a mulher de 40 anos que, receando que o esquema fosse descoberto, terá decidido assassinar a amiga.
As investigações indicam que a suspeita contratou três cidadãos, supostamente lavadores de viaturas, para executar o crime. No dia do crime, conviveu com a amiga durante algumas horas e, depois de a acompanhar até à centralidade, sinalizou aos executores para a seguirem até ao apartamento.
Já na residência, os suspeitos terão amarrado a boca e os membros da vítima, asfixiando-a e desferindo-lhe vários golpes até a deixarem sem vida. Para simular um assalto, retiraram um televisor, 100 mil kwanzas e o telemóvel da vítima antes de abandonarem o local.








