Mais de quatrocentas famílias, no sector 2 do bairro Tchipiandalo, em Benguela, estão ao relento e um número considerável sitiadas, em consequência das cheias e posterior transbordo do rio Cavaco, que já destruíram 12 residências. Algumas famílias foram, provisoriamente, alojadas num dos armazéns da antiga fábrica de atum. Autoridades correm, agora, atrás de um espaço para as poder alojar definitivamente, ao mesmo tempo que apelam a outros, sobretudo sitiados, do aludido sector que abandonem a área
Cerca de 100 residências continuam submersas, no bairro do Tchipiandalo, em Benguela, num cenário provocado pelo transbordo do rio Cavaco, em consequência das fortes quedas pluviais no interior da província de Benguela, com destaque para o Cubal, cuja bacia hidrográfica, a do Dungo, alimenta, de forma intermitente, o rio.
Famílias fazem contas à vida face a um cenário descrito como preocupante para elas, que acenam, agora, para as autoridades, no sentido de que as possam ajudar. Actualmente, mais de 400 famílias estão alojadas na antiga fábrica de atum, mas moradores queixam-se de falta de condições. As autoridades, com a Administração Municipal à cabeça, admitem ter havido construção de casas em zonas consideradas de risco, uma vez que têm sido cíclicas as inundações naquele espaço, ao Tchipiandalo, zona F de Benguela.
Constatações feitas por este jornal sugerem que as inundações são, geralmente, causadas pela abertura deixada, entre os diques de proteção, pela construtora brasileira Odebrecht há mais de dez anos, que tem permitido a circulação de pessoas e meios rolantes, em período de seca, do bairro do Tchioxe para o Tchipiandalo. Nada que os moradores já não previssem.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela








