O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola realizou, recentemente, uma conferência de imprensa para apresentar um retrato do sector da saúde no país, manifestando, com particular ênfase, a sua oposição ao despacho presidencial n.º 79/26, que autoriza uma despesa global de 297.519.000 dólares para a construção de um Centro Nacional de Trauma em Luanda
Apesar de reconhecer os avanços registados no sector, o Sindicato desencoraja a implementação do projecto nos moldes propostos, defendendo, em alternativa, a criação de uma rede nacional de centros de trauma, em vez da concentração dos serviços na capital.
A conferência, realizada na sede da organização, centrou-se em três eixos fundamentais: o capital humano como prioridade estratégica, a descentralização efectiva dos cuidados e a sustentabilidade do sistema de saúde. De acordo com o Sindicato, a construção de um Centro Nacional de Trauma em Luanda constitui uma iniciativa de elevada relevância, mas impõe uma reflexão estratégica sobre o seu real impacto na redução da mortalidade em Angola.
Segundo os médicos, a evidência científica internacional é clara: o trauma é uma condição tempo-dependente. Ou seja, a sobrevivência não depende apenas da qualidade do atendimento, mas sobretudo da rapidez com que este é prestado. Neste contexto, disseram, a concentração de recursos, numa única infra-estrutura, localizada em Luanda, levanta preocupações quanto à equidade, eficiência e alcance territorial dos serviços.
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