Com 90% dos votos, o dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Indústrias de Bebidas e Similares de Angola (Sntibsa) renova mandato até 2031 e promete intensificar reivindicações salariais num contexto de crise económica e perda do poder de compra
Com 90% dos votos, o dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Indústrias de Bebidas e Similares de Angola (Sntibsa) renova mandato até 2031 e promete intensificar reivindicações salariais num contexto de crise económica e perda do poder de compra A eleição decorreu durante a III Conferência Nacional de Renovação de Mandatos, onde o dirigente obteve 126 votos a favor, correspondentes a 90% dos votos expressos, num universo de 140 delegados participantes, ou seja, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Indústrias de Bebidas e Similares de Angola (Sntibsa) conta mais uma vez com Gonçalves Brandão como secretário-geral da organização para o quinquénio 2026/2031.
Dos boletins escrutinados, registou-se ainda um voto nulo, oito votos em branco, três votos contra e duas abstenções. Gonçalves Brandão, candidato único, já havia liderado o sindicato no período 2021/2026 e renova agora a confiança dos trabalhadores das indústrias de bebidas e similares.
Durante a sua intervenção, o secretário-geral fez um balanço positivo do mandato anterior, embora tenha reconhecido os desafios enfrentados pela classe nos últimos cinco anos, marcados pela crise económica agravada pela Covid-19, suspensões de contratos e despedimentos colectivos.
Segundo Gonçalves, muitos empregadores recorreram à conjuntura económica como justificação para dispensas, sem antes esgotar alternativas como a requalificação profissional ou a negociação responsável.
Gonçalves Brandão criticou igualmente despedimentos fundamentados na alegada falta de competitividade dos trabalhadores, defendendo que tais argumentos, em muitos casos, escondem a ausência de investimento em formação contínua e actualização profissional.
“O trabalhador não pode ser penalizado pela falta de políticas de capacitação promovidas pela própria entidade empregadora”, sublinhou. O dirigente apontou ainda o rompimento do diálogo social nas negociações colectivas por iniciativa do patronato, denunciando atitudes de arrogância e desvalorização dos quadros nacionais.
De acordo com Brandão, a inflação, a desvalorização cambial e a constante depreciação do poder de compra têm corroído os salários, enquanto o custo de vida continua a aumentar.








