Na ocasião do 1.º congresso científico da clínica sagrada Esperança, que na semana finda reuniu profissionais de saúde, investigadores, académicos e estudantes para partilha de conhecimento, investigação e experiências clínicas, o antigo ministro da saúde de angola, Luís Sambo, destacou a necessidade do aumento da formação em saúde pública em detrimento das áreas clínicas
Para Luís Sambo, é essencial e urgente inverter esse quadro, de modo que se possa reduzir, consideravelmente, os quadros de mortalidade e de morbilidade. “Para se conseguir reduzir os quadros de mortalidade e de morbilidade, eu acho que tem de se formar mais em saúde pública do que em áreas clínicas, pois, noto que há mais adesão às especialidades de áreas clínicas do que às de saúde pública”, disse o antigo ministro da Saúde de Angola, que chamou, igualmente, atenção para a valorização dos quadros do sector.
Aliás, neste capítulo, ressaltou a necessidade de haver formação contínua, referindo-se, sobretudo, à pós-graduação, da qual ele mesmo responsabilizou os técnicos a tomarem iniciativas próprias, quando as instituições que podiam promover tais formações não o fizerem. Aconselhou ainda os formandos a desenvolverem actividades de pesquisa e às instituições responsáveis pela progressão desses a disponibilizarem recursos, orientação e supervisão.
No entender de Luís Sambo, o profissional de saúde precisa ser bem remunerado, ao ponto de ter dinheiro para as suas necessidades diárias de formação. O bem-estar do interno (formando) é fundamental, de acordo com o governante que actualmente ocupa posições na arena internacional, para quem interessa o quadro dispor de saúde física e psicológica viáveis e ter condições para a resolução de conflitos.
POR: Alberto Bambi









