Professores afectos ao município de Catete, na província do Icolo e Bengo, avançam, na próxima semana, para a segunda fase de paralisação das actividades lectivas, em protesto contra o alegado atraso no pagamento de retroactivos relacionados com subsídios de renda de casa e isolamento referentes aos anos de 2023 e 2024
De acordo com o colectivo de professores, a reivindicação remonta a 2022, altura em que o Governo criou as zonas recônditas, incluindo o então município do Icolo e Bengo. Na ocasião, foi determinado que os professores colocados nessas áreas teriam direito ao pagamento retroactivo de um ano do subsídio de renda de casa, equivalente a 30% do salário base, cujo pagamento deveria ocorrer em 2023.
Perante a ausência de pagamentos, os docentes convocaram uma assembleia geral realizada a 14 de Novembro de 2025, na Escola Gaspar de Almeida, em Catete. O encontro teve como objectivo discutir a dívida dos retroactivos e decidir, por unanimidade, as datas para uma eventual paralisação das aulas.
Segundo os professores, a morosidade no processo gerou forte insatisfação no seio da classe, tendo sido inicialmente aprovada uma greve em duas fases: a primeira entre 24 e 26 de Novembro de 2025 e a segunda de 8 a 11 de Dezembro do mesmo ano.
POR: Stélvia Faria








