Quando, em 2011, Garmuaca, o pastor de uma igreja evangélica da Zona Verde (Benfica) teve as primeiras crises e respectivas quedas, foi forçado a suspender a vocação religiosa que decidira seguir. “Foi por isso, que depois de tantas consultas e tantos tratamentos que recebi nos hospitais, resolvi falar com a direcção da minha igreja, para eu procurar alternativa na medicina natural”, contou o pastor, que disse ter tido apenas autorização no ano seguinte.
Como sentia receio de ver os crentes da sua congregação a questionarem-se sobre o tipo de tratamento para um missionário, Garmuaca viajou a para Benguela, onde lhe foi indicado um famoso naturopata do então bairro dos Navegantes (hoje município), que, apesar da sua proveniência e condição religiosa, aceitou integrá-lo na lista dos doentes internos. “Só fiquei três dias na casa desse senhor .
Como eu estava a cumprir, rigorosamente, com a medicação, à base de chás, alguns suplementos e fumaças, o mais velho, deu-me alta, para continuar a seguir a medicação em casa dos familiares. Recordou que o seu espanto foi passar um mês sem sequer uma crise, um cenário que nunca tinha conseguido ter antes.
“Por isso, dois meses depois, o médico garantiu-me que eu devia regressar a Luanda e que esquecesse a doença”, declarou o pastor, tendo lembrado que as pregações, zonas de muita concentração populacional e o mar e o rio foram as únicas circunstâncias que ouviu serem-lhe recomendadas para evitar, por pelo menos três meses.
Garmuaca assegurou que desde 2012 até à data nunca mais teve crises. “Para haver certeza de que eu mesmo estava curado, ainda me predispus a voltar a Benguela por duas vezes, para esforçar um controlo de saúde”, lembrou o dirigente religioso.
Por isso, apesar das suas convicções religiosas, o pastor aconselha os pacientes a buscarem soluções de seus problemas de saúde na medicina natural, sobretudo quando, na convencional, não encontram resposta.
“As vezes, o nosso organismo responde mais aos medicamentos naturais, porque já crescemos com isso”, realçou o clérigo, para evitar ser mal interpretado, conforme deixou expresso.








