Fontes da Omatapalo admitiram a este jornal que continua a haver um desfasamento muito grande entre a execução física e financeira das obras emergenciais de Benguela, orçadas em 415 milhões de euros, ao abrigo de um financiamento britânico. Omatapalo admite que, apesar disso, nunca houve paralisação. O ministro da Construção, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, avisa que é normal em obras públicas, mas diz ter encontrado com o governo local uma solução plausível
A execução física das obras emergenciais, segundo informações obtidas do empreiteiro, nas circunstâncias a Omatapalo, está em 50 por cento do grau de execução, porém, fontes consultadas por este jornal, que não se quiseram identificar, lamentam o desfasamento exis- tente entre as execuções física e financeira.
A Omatapalo continua a debater-se com questões relativas ao desbloqueio nos pagamentos, obrigando-a recorrer a fundos próprios. Aliás, nada que já não se soubesse, até porque o antigo governador provincial, Luís Nunes, queixava-se, repetidas vezes, disso.
Manuel Nunes Júnior, o actual governador, chegou, também, a admitir que, em termos de pagamentos, as obras estavam muito aquém, mas que havia diligências feitas junto dos órgãos centrais do Governo. O ministro da Construção, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, admite haver problemas dessa natureza e garante ter dialogado com o empreiteiro, ao salientar que as “nossas visitas de campo levam a isso. Levantar as grandes ques- tões que existem e termos essa tarefa de a equipa poder tratá- las também”.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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