A humanização dos serviços de saúde materno-infantil em Angola continua a ser uma preocupação crescente no seio das comunidades, sobretudo entre as mulheres. Segundo a naturopata entrevistada pelo jornal OPaís, trata-se de um problema antigo que persiste até aos dias de hoje e uma possível causa de problema neurológicos entre as crianças
Esta abordagem volta ao centro do debate, impulsionada por relatos preocupantes de mulheres que enfrentam negligência, maus-tratos e condições precárias durante o parto. Não são raras as vezes que elas, na internet, relatam episódios de atrocidades obstétricas, especialmente nas maternidades de Luanda. Neste lugar, que muitos dizem beirar o sagrado pelo facto de lá se assistir o nascimento de um ser humano, saem muitas lamentações, inclusive mães sem os seus bebés ou bebés sem as suas mães.
Abuso físico e verbal, tratamento infantil e depreciativo, de paternalidade e autoridade, assim como descasos em momentos de emergências. Branca é uma jovem mulher que optou pelo parto numa unidade hospitalar. Embora retrate este momento singular como momento de cuidado pelas parteiras da Mternidade Augusto Ngangula, não viveu o mesmo na fase das consultas pré-natal no Centro Materno Infantil Ana Paula dos Santos.
“Eu vivia no Rocha Padaria, frequentei as consultas no Centro Ana Paula dos Santos. Lá vivi horrores. Quando és menor de idade, tratamte pior. Faltam mesmo com o respeito: ‘criança pequena não é para fazer filho, sai daqui, vai chamar o teu homem que te engravidou’. Mas quando fui com o pai do meu bebé, por ser também menor, foi enxotado por elas”, contou Branca que não deixou de frisar que não são poucos os relatos de reclamação sobre aquela unidade de saúde.
POR: Stélvia Faria
Leia mais em








