Pelo menos 85 pessoas morreram e 307 ficaram feridas em consequência de 136 acidentes de viação, registados desde Janeiro até à presente data, na região do Cuanza-Sul, segundo dados da Polícia Nacional
A informação foi avançada, ontem, pelo sup er i ntendente-chefe Moisés Sambalua Paulo, comandante da Unidade de Trânsito e Segurança Rodoviária do Comando Provincial da Polícia Nacional do Cuanza-Sul. De acordo com o responsável, a situação rodoviária continua preocupante, apesar das acções de prevenção e fiscalização que têm sido desenvolvidas pelas autoridades.
Pelo menos 85 pessoas morreram e 307 ficaram feridas em consequência de 136 acidentes de viação, registados desde Janeiro até à presente data, na região do Cuanza-Sul. “Os dados são preocupantes. Por isso, a Polícia Nacional tem intensificado várias acções para reduzir este fenómeno”, afirmou. Segundo o comandante, as estradas nacionais EN-100 e EN120 são as vias que mais preocupam as autoridades devido ao elevado número de acidentes registados.
Na Estrada Nacional 100, foram contabilizados 44 acidentes, enquanto na Estrada Nacional 120 foram registados 18. O intenso fluxo de veículos e de pessoas nestas vias é apontado como um dos factores que contribuem para o elevado número de sinistros.
Entre os casos mais graves, destaca-se o acidente ocorrido no dia 7 de Março, no Sábado, que resultou em 24 mortos e 33 feridos. Segundo a Polícia Nacional, entre os feridos, 17 encontram-se em estado grave e 16 apresentam ferimentos ligeiros.
As autoridades continuam em contacto com a província do Huambo, de onde partiu o autocarro envolvido no acidente. De acordo com as investigações preliminares, o veículo já apresentava problemas técnicos antes da viagem.
“O motorista tentou resolver a situação durante o percurso e chegou a solicitar apoio para a transferência dos passageiros para outro veículo, mas o acidente acabou por acontecer. Acabando por enlutar o país e a província de forma particular”, explicou Moisés Sambalua Paulo.
O comandante revelou ainda que o autocarro, com capacidade para 53 passageiros, não possuía documentação essencial exigida por lei, dentre os quais a ficha de inspecção técnica, seguro de responsabilidade civil automóvel e o imposto sobre veículos motorizados (IVM).
Para o responsável, a falta de manutenção e de cumprimento das normas legais terá contribuído para a tragédia. “Tudo indica que o veículo não teve a assistência necessária e foi colocado na via pública sem as condições exigidas”, afirmou.








