Beneficiários do Programa Kwenda, na província da Luanda-Norte, afirmaram que o apoio financeiro recentemente recebido será aplicado sobretudo no reforço da actividade agrícola, na compra de bens essenciais e no sustento das famílias
A componente das transferências sociais monetárias, afecta ao programa Kwenda, está a ser implementada no município do Lucapa, província da Lunda-Norte, onde serão beneficiadas um total de 34 mil e 568 agregados familiares em mais de 220 bairros.
No último final de semana, a equipa provincial do Instituto de Desenvolvimento Local (FAS) trabalhou nos bairros Triângulo, Mulombe, Samacola, Bungula, Satxamba, Thanda e Mutongo, onde cada família está a receber 66 mil kwanzas correspondentes a duas prestações. Descontraído, enquanto conferia o valor recebido, Afonso Weza confirmou ter recebido 66 mil kwanzas, montante que, segundo ele, representa mais do que um simples apoio financeiro.
“É sinal de que o Governo me conhece”, afirmou, visivelmente satisfeito. Com o valor, pretende adquirir um motor para a sua motorizada, actualmente avariada, para facilitar o trabalho no campo.
O remanescente será investido na compra de alimentos e sementes de jinguba, milho e feijão, com o objectivo de expandir o cultivo na sua lavra. Também satisfeita, Zita Deolinda Manasse explicou que parte do benefício será destinada à aquisição de bens de primeira necessidade para si e para os filhos, incluindo sal, óleo alimentar, fuba, sabão, tecido e chinelos.
Enquanto camponesa, garante que irá igualmente aplicar parte do dinheiro no reforço da produção agrícola. O camponês Joaquim Fernando decidiu investir a totalidade do valor recebido na sua principal actividade geradora de renda, no caso a agricultura. Já cultivador de legumes, pretende agora diversificar a produção com o plantio de tubérculos.
Na mesma linha, Temeca Yambo revelou que irá dividir o montante entre a compra de material escolar para os filhos, bens alimentares, produtos de higiene e o investimento na lavra familiar, visando aumentar o rendimento do agregado. Entre os beneficiários está ainda um comerciante local que planeia aplicar parte do valor no reforço do stock da sua cantina, com a aquisição de arroz, massa, óleo alimentar, produtos enlatados e artigos de limpeza.
A outra metade será investida na agricultura, actividade que também exerce paralelamente ao comércio. Dona Maria, igualmente contemplada, afirmou já ter definido prioridades: reservar uma parte para suprir as necessidades básicas da família, adquirir vestuário e reforçar a sua actividade agrícola, que constitui a principal fonte de sustento.
O apoio financeiro está a ser encarado pelos beneficiários não apenas como assistência social, mas como uma oportunidade de investimento produtivo e melhoria das condições de vida.








