A intervenção foi realizada numa paciente de 27 anos, que durante dois anos viveu com uma fractura complicada do colo do fémur, evoluindo para um quadro de necrose vascular avançada da cabeça femoral, condição que levou ao desaparecimento progressivo da estrutura óssea e à limitação severa da mobilidade
De acordo com o ortopedista e especialista em cirurgia da anca, Mbilu André, o problema teve origem numa queda ocorrida no ambiente doméstico. “Começaram as dores no quadril esquerdo e necrosou a cabeça do fémur. Hoje fizemos a artroplastia total do quadril, ou seja, colocámos uma prótese.
A cirurgia correu bem e a paciente já se encontra na enfermaria”, explicou o principal cirurgião, acompanhado pelo também ortopedista Martinho Costa, numa missão que durou duas horas. A cirurgia consistiu na substituição total da articulação do quadril por uma prótese, indicada em casos de degeneração grave ou destruição da cabeça do fémur. Trata-se de um procedimento altamente especializado, que exige equipa qualificada e recursos técnicos avançados.
Segundo o especialista, a baixa frequência deste tipo de intervenção no país está ligada, sobretudo, à escassez de capital humano especializado e ao elevado custo das próteses. “É uma especialidade de alta complexidade. Além disso, o custo das próteses é alto”, afirmou Mbilu André, acrescentando que regressou recentemente do Brasil, onde concluiu formação na área. Antes da cirurgia, disse o médico, a paciente enfrentava dores intensas e dificuldades significativas de mobilidade.
POR: Stélvia Faria
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