Face aos estragos causados pelas chuvas do último Domingo, 5, as autoridades governamentais, em Benguela, desdobram-se em uma série de diligências visando a captação de apoio para as milhares de vítimas. O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, garante que ninguém vai ficar desamparado, numa altura em que as administrações recebem a logística para apoiar funerais das vítimas, que devem acontecer nos próximos dias
O Governo de Benguela, com Manuel Nunes Júnior à cabeça, continua a contabilizar os danos derrubados das fortes chuvas, acompanhadas de ventos, e, por isso, depois de ter sentado à mesma mesa com o elenco governativo, corre, agora, atrás de empresários à procura de apoios.
Neste momento, conforme informações obtidas por este jornal, vários empresários têm abraçado a causa governamental no apoio às vítimas. Empresários emprestaram máquinas e outros equipamentos técnicos com os quais se procedem, às pressas, à limpeza das valas de drenagem, sendo o município do Lobito aquele com mais quilómetros de valas por desassorear.
Dois dias depois das chuvas, muitas famílias continuam com o trauma daquilo a que assistiram, impotentes, à madrugada de Domingo, 05, que foi a invasão das suas residências. Águas invadiram casas, destruíram haveres e sitiaram centenas de famílias. Serviços de Protecção Civil e Bombeiros falam em mais de duas mil pessoas afectadas pelas chuvas, acompanhadas de fortes ventos. Maria Matetele, moradora do bairro do Tchipiandalo, em Benguela, olhava, impávida e serena para a destruição do muro da sua casa, momentos depois de o rio Cavaco ter transbordado e invadido a sua rua.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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