O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, garantiu, nesta Quarta-feira, 01, que as autoridades vão mesmo proceder a demolições de casas no traçado por onde passa a via rápida, que vai ligar o município do Lobito à Catumbela, mas assegura a criação de condições de realojamento, de modo a evitar cenário de “perturbações sociais”, ao sinalizar trabalho nesse domínio por parte das administrações afins
A via rápida é uma obra inscrita no Plano Integrado Emergencial de Benguela, cujo pacote está orçado em 415 milhões de euros, na base de um financiamento britânico. Este orçamento não prevê recursos para as demolições e consequente realojamento. Neste particular, o Governo de Benguela assumiu o compromisso dessa componente.
Questionado pela imprensa, o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, admite que as administrações municipais do Lobito e da Catumbela trabalham na componente da sensibilização da população face à empreitada à vista. Dá conta da existência de cidadãos que estão a abandonar a área de forma voluntária, “sem grandes convulsões.
Devemos, a esse respeito, dar os parabéns às nossas administrações”, enaltece. De acordo com o governante, há trabalho em curso por parte das duas administrações tendentes ao reassentamento dos cidadãos, cujas casas e estabelecimentos se prevê demolir ao longo do traçado para a via rápida. “Esse trabalho está a ser feito, para que não haja, repito, perturbações sociais”. Nunes Júnior não avança o número exacto de cidadãos cujas casas estão construídas nas áreas onde decorrem os trabalhos, mas reitera o bom trabalho das administrações municipais.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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