Conforme constatado pelo jornal OPAÍS, sem estrada, os moradores são obrigados a recorrer, diariamente, a canoas para entrar e sair do bairro, numa travessia arriscada que expõe a população a múltiplas dificuldades e perigo. A coordenação do bairro refere que a situação alterou completamente a vida dos moradores.
Já a Administração Municipal do Panguila não se pronunciou sobre o assunto, apesar de vários contactos feitos pela nossa reportagem Mais de três mil famílias vivem isoladas nas zonas do Kindingo, Armando e Lourenço, sectores do bairro Sarico, no município do Panguila, província do Bengo, depois de uma escavação realizada em 2024 ter dado origem a uma lagoa que acabou por se ligar ao mar, cortando, assim, completamente, o acesso terrestre àquelas comunidades.
Conforme constatado pelo jornal OPAÍS, sem estrada, os moradores são obrigados a recorrer, diariamente, a canoas para entrar e sair do bairro, numa travessia arriscada que encarece o custo de vida e expõe a população a múltiplas dificuldades e perigo. Entretanto, conforme constatamos, a travessia é feita em embarcações artesanais, conhecidas por “chatas”, ao custo de 200 kwanzas por viagem, num percurso que pode durar entre 30 minutos a uma hora.
Com o agravamento da situação, mais de 25 famílias já abandonaram a zona, deixando, para trás, casas construídas com esforço ao longo de anos. Diante da situação, os moradores pediram intervenção urgente do Estado, explicando que a situação os obriga a gastar 400 kwanzas por dia apenas para entrar e sair do bairro, um percurso que antes podia ser feito a pé. É o caso de Belita José, que, com o bebê de um ano às costas, enfrenta diariamente o risco da travessia para chegar ao trabalho, numa zona mais habitada do Panguila.
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