O director do Instituto Técnico de Saúde da Huíla, Teodoro Bento, alertou hoje, na cidade do Lubango, os pais e encarregados de educação para redobrarem a atenção aos casos de burla que têm surgido no processo de inscrição de novos alunos para aquela instituição de ensino profissional.
O Instituto Técnico de Saúde da Província da Huíla, que funciona na Centralidade da Quilemba, nos arredores da cidade do Lubango, tem disponíveis, para o próximo ano lectivo, um total de 510 vagas para as áreas de Farmácia, Saúde Ambiental, Estomatologia, Estatística de Saúde e Fisioterapia.
Ao Jornal OPAÍS, o responsável disse que sempre que se aproxima o período de realização das inscrições de novos candidatos, têm-se registado casos de burla praticados por pessoas alheias à instituição, tendo como vítimas alguns pais e encarregados de educação.
Na ocasião, o interlocutor revelou que a instituição que dirige tem vindo a trabalhar na redução dos casos de venda de vagas em que participam funcionários da instituição. Por isso, apela a toda a sociedade do Lubango, e não só, a manter-se vigilante em relação às propostas de vagas.
“Quem deve combater primeiro este fenómeno são os próprios pais e encarregados de educação. Este é um apelo que nós fazemos todos os anos lectivos. Não há nenhum funcionário que tenha poder ou vagas garantidas, ou lugares à venda. Nós estamos num mercado em que há desespero por parte dos encarregados de educação e há o sentido de oportunismo de um indivíduo qualquer, que até se pode identificar como funcionário da instituição. Devemos ter muita cautela nesse sentido”, apelou.
Por outro lado, Teodoro Bento informou que todo o processo de inscrição será feito na instituição e que não existem terceiros a trabalhar fora das instalações. Por isso, apela aos pais e encarregados de educação para não aceitarem falsas promessas e denunciarem quaisquer tentativas de venda de vagas.
“Nós, direcção da instituição, estaremos muito atentos e abertos a qualquer tipo de denúncia. Tem acontecido, há muitos que vêm fazer denúncias. Nós atendemos e trabalhamos directamente com as nossas autoridades no sentido de encontrar mecanismos mais assertivos para acabar ou diminuir essa tendência. Mas, apelo aos pais e encarregados de educação para não caírem em conversas”, disse.
POR: João Katombela, na Huíla








