Saindo em defesa de moradores da Pedreira, que acusam a direcção do Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela de ter ordenado a demolição de mais de 50 residências, o administrador municipal da Catumbela, José Ferreira, avisa que a sua instituição não vai tolerar demolições sem a criação de condições para o reassentamento da população. Governante contraria cidadãos lesados e diz que Administração da Catumbela nunca emitiu licença que os habilita à construção das casas
Contradição à mistura entre instituições públicas. A direcção do Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela admite que a Administração local estava a par do processo que culminaria com a demolição de residências no bairro da Pedreira.
Porém, o administrador atira-se contra a direcção do PDIC, acusando- a de não ter observado procedimentos administrativos, com destaque para a questão relativa ao reassentamento, numa altura em que especialistas falam em “autêntico desalinhamento entre as instituições”, o que acaba, de certo modo, por prejudicar os lesados.
O presidente do conselho de administração do PDIC, Miguel Etossi, a quem dezenas de cidadãos acusam de ter ordenado demolições de mais de 50 casas, sublinha que tudo foi concertado com as autoridades, citando, a título de exemplo, uma reunião a que o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, presidiu, na qual participaram, de entre outras individualidades, o comandante provincial da Polícia Nacional, Aristófane dos Santos, e o administrador municipal, José Ferreira.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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