Apesar de ser, para muitos, uma das maiores concretizações da vida, o casamento nem sempre corre como esperado e, quando assim acontece, os cônjuges vêem-se obrigados a separar os caminhos e as vidas, recorrendo, assim, aos trâmites legais, por meio do divórcio. No entanto, tal processo carrega consigo etapas que, para muitos, não são das mais fáceis, chegando, inclusive, a mencionarem o dispêndio como uma das razões para parar pelo caminho
Achar os cidadãos a viver este dilema e convencê-los a falar sobre tal situação mostraram-se verdadeiros dilemas na busca do jornal OPAÍS por entender e querer ouvir dos (ex-)casais a realidade do processo; aliás, quando contactados por nós, mostraram-se receosos em contar como terá sido o processo de divórcio (ou até mesmo os antecedentes a isto), mesmo com a garantia de que não seriam identificados por uma questão de respeito.
Ainda assim, Jane (nome fictício que vamos preferir usar para identificar a nossa entrevistada) aca- bou por entender e abrir-se, ainda que, de forma muito difícil, tivesse de voltar a pensar num episódio que um dia já lhe causou dor. A jovem, cuja idade também não será revelada nesta narrativa, ficou casada durante três anos e, como em todo o relacionamento, “a convivência era feita com muito amor, com carinho, zelo, dedicação e determinação”.
E não só, havia, como disse, muitos planos, sonhos e muitos objetivos por se alcançar. A vida de Jane tinha sido transformada em todos os aspectos, desde o facto de passar a residir com o esposo e ainda ao de estar identificada como “casada”, ao invés do que estava estampado no Bilhete de Identidade e noutros documentos antes de se unir “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença” com o ex-esposo.
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