O director técnico do Centrooptico, José Geraldes, alertou para o crescimento da miopia a nível mundial e defendeu a adopção de uma estratégia de combate à sua progressão, sobretudo na África Subsaariana, de forma a mitigar o impacto na saúde e os custos financeiros associados à miopia elevada
Na sua intervenção durante o FEES Health & Beauty Business Summit, realizado em Luanda, onde José Geraldes apresentou o tema ‘Miopia: A Pandemia do Século XXI’, referiu que a maioria das pessoas que vêem mal são míopes, verificando-se um crescimento significativo do número de casos de miopia e de miopia elevada em todo o mundo.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano 2000, existiam 1,406 mil milhões de pessoas com miopia, prevendo-se que, em 2030, este número atinja os 3,361 mil milhões. “Trata-se de um crescimento expo-nencial”, afirmou Geraldes.A miopia é um erro de refracção caracterizado pela dificuldade em ver nitidamente objectos à distância, ocorrendo quando o globo ocular é demasiado longo ou a córnea apresenta uma curvatura excessiva.
Quem sofre de miopia tende a ter uma visão nítida ao perto, mas desfocada ou turva ao longe. “O crescimento da miopia está associado, em grande medida, à mudança de hábitos. Antigamente, usávamos muito mais a visão ao longe. Neste momento, passamos menos tempo ao ar livre e recorremos com maior frequência à visão ao perto”, sublinha. Hoje, as crianças começam muito cedo a usar a visão ao perto, sobretudo em ecrãs, segundo o especialista, “mais do que uma hora, às vezes mais do que quatro ou oito horas por dia.
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