O Tribunal da Comarca de Luanda retomou ontem o julgamento dos dois cidadãos russos e dois angolanos acusados de acto preparatório de terrorismo. A audiência, no Palácio Dona Ana Joaquina, serviu para apresentar as respostas às questões prévias, com destaque para o pedido de testemunhas que a defesa acha serem fundamentais para a descoberta da verdade
Com o recinto lotado com a presença de fa- miliares, jornalistas e declarantes, a 3.ª Sec- ção do Tribunal Provincial de Luanda acolheu, ontem (14), a leitura das respostas das questões prévias do caso “ter- rorismo”. Na audiência, o Tribunal tomou como indeferido o pedido dos advogados de defesa de ter como declarantes os generais Higino Carneiro, Dino Matrosse, Lukamba Gato, o presidente da UNITA Adalberto da Costa e o deputado Manuel Ekuikui.
O pedido dos advogados incluía também nomes como o de Marco Nhunga, governador de Malanje, de Rodrigo Catimba, vice- presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Paciência, membro da ANATA, e Francisco Eduardo, associado à Associação dos Taxistas de Angola (ATA). O órgão judicial esclareceu que o indeferimento desta questãoveu-se ao facto de o pedido ser impertinente, pois “a defesa não apresentou as razões de ciência que o sustentam”.
Vale lembrar que, na última audiência, realizada a 24 de Março, a defesa dos arguidos apresentou cerca de 13 questões prévias. A defesa requereu, entre muitas questões, a devolução dos bens pessoais de Igor e de Lev, por entender que estes não são considerados objectos do crime. Em resposta, o Tribunal afirmou que estes bens tratam-se de telemóveis e livros de onde foram retiradas provas, o que justifica a sua apreensão.
POR:Germano Notícia
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