O município da Camama, em Luanda, registou 1.322 casos de mordeduras de animais em 2025, um aumento que está a preocupar as autoridades sanitárias, que apontam os animais vadios como principal factor por detrás da situação
A informação foi avançada pela directora municipal de Saúde da Camama, Teodora Ricardo, à margem da 1.ª sessão ordinária do Conselho de Direcção do Gabinete Provincial de Saúde de Luanda. Segundo a responsável, apesar das campanhas de vacinação animal em curso, estas têm abrangido essencialmente animais domésticos, ficando de fora os vadios, que continuam a re- presentar risco para a saúde pública.
“Durante as campanhas, são vacinados os animais controlados. Os animais vadios, que são os que mais causam mordeduras, ficam de fora”, alertou. Para inverter o quadro, a direcção municipal de Saúde pretende reforçar o trabalho conjunto com os sectores da Agricultura e da Polícia, com vista à remoção de animais vadios das vias públicas. A medida visa reduzir o número de incidentes e prevenir doenças associadas a mordeduras, como a raiva, que continua a ser uma ameaça nas comunidades com fraco controlo animal.
Pa- ralelamente, estão a apostar na descentralização dos serviços de saúde, levando assistência directamente às comunidades. O município conta, actualmente, com apenas sete unidades sanitárias, que funcionam como centros de referência, obrigando muitos utentes a deslocarem-se para hospitais municipais e provinciais vizinhos.








