O chefe do Departamento de Operações do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, superintendente Eliseu Justo, informou que, dos crimes graves registados durante o primeiro semestre deste ano, 324 foram casos de ofensas graves à integridade física, 55 de homicídios e 50 de delitos sexuais, dos quais 29 por abusos e 21 por agressões sexuais.
De acordo com o oficial superior, citado pela ANGOP, durante o período em evidência, a província da huíla registou mil e 536 crimes, representando um decréscimo de 242 comparativamente ao mesmo período de 2025.
Eliseu Justo avançou que os crimes de roubo lideram as ocorrências anotadas no primeiro semestre de 2026, com 676 casos, apesar de que houve um registo de menos 97 casos em comparação ao igual período do ano passado.
Afirmou que, no domínio dos roubos, o município do Lubango concentrou o maior número de casos, com 349, seguido da Matala com 71, Jamba Mineira com 33, Chicomba com 25 e Caconda com 24.
Sublinhou que, só no período em referência, foram roubadas 194 motorizadas, sendo os bens mais visados pelos marginais, realçando que a seguir estão os telemóveis, botijas de gás butano e placas electrónicas.
Segundo disse o superintendente, os crimes relacionados com armas de fogo foram notificados 119 casos, mais 22 ocorrências comparativamente aos primeiros seis meses do ano de 2025, dos quais 102 foram praticados durante roubos, correspondentes a 86% do total.
A fonte revelou que a Polícia Nacional na Huíla realizou 394 operações que resultaram no desmantelamento de 26 grupos de supostos marginais, tendo sido detidos dois mil e 697 cidadãos, e na apreensão de 85 armas de fogo, 495 motorizadas, 195 botijas de gás butano, 178 cabeças de gado bovino, 183 telemóveis e 779 quilogramas de cannabis sativa (vulgo liamba).





