O representante da Associação Angolana para Educação de Adultos, Altino Nunes, admite que, de um tempo para cá, a acção de alfabetização não tem sido atractiva, devido aos atrasos verificados nos pagamentos. O coordenador do Projecto MOSAP3, Francisco Gomes, que procedeu, recentemente, em Benguela, ao lançamento de um projecto de alfabetização, inserido na componente das escolas de campo, destinada a produtores agrícolas, tranquiliza, revelando que este é parte de um pacote de 163 milhões de dólares
Em 2020, na sequência de apertos financeiros, o Governo tinha suspendido o pagamento de subsídios a milhares de alfabetizadores, criando um clima de insatisfação no seio dessa classe, em virtude de, tempos antes, o cenário ter sido caracterizado por muitos atrasos, aliado aos baixos msubsídios.
Porém, graças a finan ciamentos de instituições, até in ternacionais, foi possível a retoma do projecto, como admitiu o repre sentante da Associação Nacional para Educação de Adultos, Altino Nunes.
Afirma que, no âmbito do projecto MOSAP3, foram forma dos 141 alfabetizadores, distribuí dos em províncias como Benguela, Huíla, Namibe, Icolo e Bengo, que devem atender a mais de 4 mil produtores agrícolas.
O representante da Associação Angolana para a Educação de Adultos gostaria que o projecto MOSAP3 não estivesse apenas direccionado aos membros de escolas de campo, mas que fosse abrangente, por entender que há pessoas à volta das escolas “que têm também estas necessidades. Mas, pelo facto de o programa ter meta, mui tas vezes somos obrigados a pôr de parte essas pessoas”, justifica Altino Nunes.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela








